
Ângulo estreito: quando a iridotomia a laser é necessária?
Laudo de ângulo estreito não é glaucoma nem indicação automática de laser. O que a gonioscopia e o OCT mostram, e o que o estudo ZAP mudou.
Artigos sobre as principais doenças oculares — glaucoma, catarata, ceratocone, retinopatia diabética, DMRI, conjuntivite e mais — escritos pela equipe Ortolan.

Laudo de ângulo estreito não é glaucoma nem indicação automática de laser. O que a gonioscopia e o OCT mostram, e o que o estudo ZAP mudou.

Alguns tons de roxo e azul podem se confundir mesmo com visão nítida. Entenda a herança familiar, os testes e os limites dos óculos com filtros.

A catarata não volta. Entenda a opacidade da cápsula posterior, outras causas de visão embaçada após a cirurgia e quando tratar com laser YAG.

Olho vermelho, dor e visão pior após o transplante de córnea pedem contato no mesmo dia. Veja os sinais de rejeição e a diferença para falência do enxerto.

Ptose é a queda da margem da pálpebra, diferente da pele sobrando (dermatocálase). Veja as causas, os sinais de alerta que não podem esperar e como é a cirurgia.

Xantelasma é a placa amarelada na pálpebra formada por colesterol. Veja o que ela significa, as opções de tratamento, como é a cirurgia e o pós-operatório.

Carne no olho? Pode ser pterígio, que invade a córnea, ou pinguécula, que não invade. Entenda a diferença, os sintomas e quando cada uma precisa tratar.

Pterígio pode voltar depois da cirurgia? Veja por que volta, quem tem mais risco de recidiva e o que faz a diferença pra não voltar de novo.

Operou o pterígio e quer saber o que esperar? Guia dia a dia da recuperação: desconforto, sinais de alerta, quando voltar a trabalhar, dirigir e à praia.

Apareceu uma 'carne' no canto do olho? Entenda o que é o pterígio, por que cresce, quando precisa de cirurgia e o que esperar da recuperação, na voz do Dr. Lucca Ortolan, oftalmologista de córnea e refrativa pela USP.

A Holanda implementou o crosslinking corneano nacionalmente em 2008 e, em poucos anos, viu o número de transplantes de córnea por ceratocone CAIR no país. O Brasil seguiu caminho oposto - tem o procedimento incorporado ao SUS desde 2016, mas o acesso é desigual e a fila de transplante por ceratocone segue crescendo. Esta foi a motivação central da pesquisa do Dr. Lucca Ortolan na USP - dar evidência econômica formal pra mudar a política pública brasileira.

O ceratocone é hereditário, mas não é uma doença de herança simples. Tem componente genético claro - familiares de primeiro grau têm risco várias vezes maior. Genes envolvidos incluem LOX (colágeno crosslinking), ZNF469 (Brittle Cornea Syndrome), TGFBI (distrofias estromais) e regiões identificadas por GWAS. Explicamos o que sabemos hoje e por que isso muda o rastreio familiar.

Quando o ceratocone avança a um ponto em que crosslinking, anel intraestromal e lentes especiais não dão mais conta, o transplante de córnea entra em cena. Mas existem duas técnicas muito diferentes: o DALK (transplante lamelar profundo que preserva o endotélio do paciente) e o PKP (transplante penetrante, espessura total). Explicamos a diferença pra paciente.

Os números do ceratocone mudaram radicalmente entre 1986 (1:2.000 pela técnica de Plácido) e 2021 (1:84 em jovens adultos australianos pela tomografia). É uma doença que aumentou de verdade, ou só estamos enxergando melhor? Resposta: as duas coisas - e a parcela ambiental (atopia, telas, hábito de coçar) pesa cada vez mais.

Definir se um ceratocone está progredindo é difícil - não existe um critério único universal. Mas é a decisão que determina tudo: lentes rígidas, anel intraestromal e lentes esclerais ajudam a enxergar, mas NÃO param a progressão. O único tratamento que efetivamente para o ceratocone é o crosslinking corneano (CXL). Este artigo explica K1, K2, Kmax, paquimetria mínima, os critérios formais (Global Consensus Gomes 2015 + ABCD Belin) e por que essa decisão precisa ser tomada bem.

Antes de chegar ao transplante de córnea, o anel intraestromal é a opção cirúrgica que regulariza a forma da córnea, reduz o astigmatismo irregular e melhora a visão em pacientes com ceratocone moderado a avançado que não toleram lentes especiais. Explicamos as duas marcas mais usadas (Keraring e Ferrara), a técnica com femtossegundo, candidatos, recuperação e o que esperar.

Quando óculos e lentes rígidas convencionais não bastam mais, a lente escleral é a opção que muitas vezes evita o transplante de córnea: uma lente grande (15-22 mm) que se apoia na esclera e cria uma 'piscina' de fluido sobre a córnea irregular, devolvendo qualidade visual em ceratocone moderado a avançado.

O ceratocone que aparece cedo é o mais perigoso: progride mais rápido, ataca a córnea numa fase em que ela ainda está se desenvolvendo, e mascara a gravidade nas primeiras consultas porque a criança ainda enxerga 'razoavelmente' com óculos. Pais e oftalmologistas precisam saber identificar os sinais cedo - e o crosslinking, nesses casos, é indicado imediatamente ao diagnóstico.

A evolução do diagnóstico do ceratocone em uma linha do tempo: da ceratometria simples (Kmax >47-48 D) aos critérios topográficos de Rabinowitz, passando pela tomografia de Scheimpflug, o índice BAD-D de Belin/Ambrósio, a integração biomecânica (TBI) e, hoje, o mapa epitelial por OCT - capaz de flagrar o ceratocone subclínico antes que a córnea se deforme.

Convidado pelo Prof. Dr. Fernando Cresta para escrever o capítulo de epidemiologia do livro Ceratocone (Editora Cultura Médica, 2024), o Dr. Lucca Ortolan resume aqui o que sabemos hoje sobre prevalência, fatores de risco e por que o ceratocone está aparecendo mais nas últimas décadas.

O que desencadeia a alergia ocular, como a imunoglobulina E (IgE) age na conjuntiva, os cinco tipos clínicos (SAC, PAC, VKC, AKC, GPC), os gatilhos mais comuns em São Paulo, o que é o prick test cutâneo e por que a Ortolan encaminha para o alergologista (não faz o teste).

O cirurgião Damien Gatinel, da Fondation Rothschild em Paris, defende que esfregar os olhos é o principal gatilho mecânico do ceratocone em córneas geneticamente predispostas. Entenda os argumentos, o que a ciência diz e o que muda na prática clínica.

Calázio é o nódulo crônico na pálpebra causado pela obstrução de uma glândula de meibômio. Saiba os sintomas, diferença para o terçol, tratamento com compressas mornas, corticoide intralesional e cirurgia de drenagem.

Terçol é uma infecção bacteriana aguda das glândulas da pálpebra. Saiba o que é, como diferenciar do calázio, qual o tratamento caseiro com compressas mornas, quando indicar antibiótico e quando procurar avaliação oftalmológica.

Guia comparativo dos colírios para alergia ocular no Brasil — Patanol S, Opti, Prurok, Octifen, Lastacaft — com mecanismos de ação, opções de menor custo, riscos do uso de corticoides, papel do tacrolimus manipulado e ciclosporina nos casos graves, e por que esfregar os olhos é perigoso.

Quais colírios funcionam para olho seco e blefarite no Brasil? Guia comparativo do oftalmologista — Systane Complete, Thealoz Duo, Hyabak, Viofta, Lunah, Optive, Lunera, Dews — com recomendação por tipo de olho seco e cuidados sobre conservantes (BAK).

Entenda a fisiopatologia do glaucoma: o mecanismo do humor aquoso, a degeneração da malha trabecular no ângulo aberto, o bloqueio do ângulo fechado e as três teorias que explicam o dano ao nervo óptico — mecânica, vascular e neurodegenerativa.

NOIA é uma das causas mais temidas de perda visual súbita em adultos. Entenda a diferença entre a forma não arterítica e a arterítica, por que essa distinção é uma urgência, e o que se sabe até agora sobre os casos associados a semaglutida (Ozempic).

Catarata, erros refrativos não corrigidos, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética respondem pela maioria dos casos de cegueira e baixa visão. Entenda cada uma, por que ainda tiram a visão de milhões e o que pode ser feito para prevenir.

Glaucoma raramente dá sintomas nas fases iniciais — quando a pessoa percebe perda visual, boa parte do nervo óptico já foi comprometida. Entenda o que é, quem tem mais risco e como é feito o tratamento moderno.

Como o cigarro afeta a visão: doenças oculares ligadas ao tabagismo (DMRI, catarata, glaucoma, retinopatia diabética, uveíte, orbitopatia de Graves), riscos do fumante passivo, vapes e como proteger seus olhos.

Por que os olhos coçam e ficam vermelhos? Causas mais comuns (alergia, blefarite, olho seco, conjuntivites, lentes de contato), sintomas, tratamentos e quando procurar o oftalmologista.

Guia completo sobre glaucoma: o que é, tipos, sintomas, exames de diagnóstico (OCT, campo visual, tonometria) e opções de tratamento (colírios, SLT, trabeculectomia, implante de tubo).

O olho seco é a dificuldade de lubrificação dos olhos e tem várias causas e tipos. Como tratar: lubrificantes, limpeza dos cílios, ômega 3, plug lacrimal e luz pulsada — guia completo.

Os tipos de conjuntivite (viral, bacteriana, alérgica), colírio certo pra cada um, quanto tempo dura, e quando procurar oftalmologista.

Síndrome da Visão do Computador (fadiga digital): por que acontece, sintomas, prevenção (regra 20-20-20, ergonomia, ajuste de telas) e tratamento. Guia completo pra quem usa telas o dia inteiro.

Tremor nas pálpebras (mioquimia) é uma contração involuntária do músculo orbicular dos olhos. Entenda as causas (estresse, cafeína, telas, olho seco), quando se preocupar e como tratar.

Quando a blefarite não melhora com tratamento convencional, a causa pode ser o ácaro Demodex. Entenda como identificar os colarettes cilíndricos e quais tratamentos avançados (Luz Pulsada, iLUX, Lipiflow) funcionam nos casos refratários.
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