Para quem quer entender mais a fundo:
Anatomia: o pterígio cresce a partir da região límbica (junção entre conjuntiva e córnea), onde células-tronco epiteliais são mais ativas. A exposição UV ativa o fator VEGF (fator de crescimento vascular), estimulando a proliferação de fibroblastos e vasos sanguíneos que invadem o estroma corneano. O crescimento é fibrovascular: tecido fibroso + rede de vasos.
Classificação de Tan por translucência: T1 (vasos da esclera visíveis por baixo do pterígio, menos agressivo), T2 (parcialmente visíveis), T3 (vasos esclerais não visíveis, tecido carnoso e denso, maior risco de recidiva).
Classificação por grau de invasão: grau I até 2 mm sobre a córnea; grau II entre 2 e 4 mm; grau III acima de 4 mm ou envolvendo o eixo visual.
A topografia de córnea quantifica o astigmatismo induzido pelo pterígio e documenta o ponto de invasão. Isso é especialmente relevante quando se planeja fazer cirurgia refrativa (LASIK, PRK, SMILE) depois: o pterígio é operado primeiro, a córnea estabiliza por 4 a 8 semanas, e só então os exames pré-cirúrgicos definitivos são realizados.
Mitomicina C intraoperatória: em casos de pterígio recorrente ou com características agressivas, uma solução de mitomicina C pode ser aplicada por alguns minutos na esclera exposta antes do enxerto. Inibe a proliferação de fibroblastos e reduz o risco de recidiva em situações de alto risco.
Diagnóstico diferencial importante: a pinguécula é um depósito amarelado na conjuntiva que não cresce sobre a córnea. O pterígio invade a córnea. Algumas lesões com aspecto semelhante ao pterígio podem ser neoplasias da superfície ocular (OSSN ou doença de Bowen): essas têm aspecto mais irregular, vascularização atípica e crescimento mais rápido. Em lesões com características suspeitas, a biópsia é obrigatória antes de qualquer intervenção.
O Dr. Lucca Ortolan Hansen, a Dra. Letícia Yagi e a Dra. Nicole Bulgarão são os especialistas de córnea da Ortolan que avaliam e operam pterígios.