Cirurgia

Iridotomia periférica a laser (YAG)

A iridotomia a laser é um procedimento ambulatorial, rápido e geralmente bem tolerado que usa o laser Nd:YAG para abrir um pequeno orifício na periferia da íris. Os disparos podem causar dor ou desconforto breve. O orifício permite que o humor aquoso flua entre as câmaras posterior e anterior do olho, aliviando o bloqueio pupilar. É uma opção importante no glaucoma de ângulo fechado e em situações selecionadas de ângulo estreito.

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Foi perfeito! Dr. Lucca, atendeu meu filho de 2a9m com muita paciência, técnica pediatrica e escuta ativa ao mini paciente.

Maiara Kovalski

Dr. Lucca Ortolan

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O Dr. Lucca explicou todas as minhas dúvidas de forma clara e fácil de entender, além de detalhar os resultados dos exames com muita paciência e cuidado. Foi um atendimento muito bom, acolhedor e completo.

Vinícius Silva Macena

Dr. Lucca Ortolan

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Fui muito bem atendida. O Dr. Lucca foi ótimo em seu atendimento na consulta e exames, explicando todas as possibilidades para o meu caso.

Suseli Lima

Dr. Lucca Ortolan

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Ilustração do glaucoma de ângulo fechado — a íris bloqueia a drenagem do humor aquoso no ângulo iridocorneano, quadro tratado e prevenido pela iridotomia a laser YAG. Fonte: Smart-Servier via Wikimedia Commons (CC BY 3.0).
Iridotomia periférica a laser (YAG) | imagem 2

O que é a iridotomia a laser?

A iridotomia periférica a laser (LPI) cria um pequeno orifício na periferia da íris — geralmente de 150 a 500 micrômetros — que funciona como uma 'válvula de alívio'. O orifício permite que o humor aquoso flua diretamente da câmara posterior para a anterior, equalizando pressões e impedindo que a íris se projete sobre o ângulo de drenagem do olho.

Esse mecanismo resolve o chamado bloqueio pupilar: quando o fluxo de humor aquoso entre a câmara posterior e a pupila fica dificultado, a pressão atrás da íris aumenta e a íris é empurrada para a frente, estreitando ou fechando o ângulo iridocorneano. Sem a iridotomia, o quadro pode evoluir para crise aguda de fechamento angular — uma emergência oftalmológica com dor ocular intensa, náuseas, halos e risco de perda visual permanente.

Quando a iridotomia é indicada?

A indicação é feita após avaliação clínica detalhada, incluindo gonioscopia e, quando necessário, imagens do segmento anterior (UBM ou OCT). As principais situações em que a iridotomia é recomendada:

  • Crise aguda de fechamento angular (APAC) — tratamento definitivo após controle medicamentoso inicial da pressão. É a urgência mais clássica em que a iridotomia salva o nervo óptico.
  • Olho contralateral após crise aguda — até 50% dos pacientes desenvolvem crise no outro olho em 5 anos. A iridotomia profilática reduz drasticamente esse risco.
  • Glaucoma primário de ângulo fechado (PACG) e ângulo fechado primário (PAC) — recomendação forte sempre que há dano ao nervo óptico ou elevação da pressão por comprometimento crônico do fluxo.
  • Ângulos estreitos ou 'ocluíveis' (PACS) — em pacientes com risco anatômico sem dano ao nervo, a decisão é individualizada. O estudo ZAP mostrou benefício estatisticamente pequeno, e muitos casos podem apenas ser acompanhados.
  • Bloqueio pupilar secundário — uveítes, catarata avançada, luxação do cristalino, bloqueio pupilar reverso após cirurgia refrativa ou implantes intraoculares mal posicionados.
  • Síndrome de dispersão pigmentar e configuração em platô — em casos selecionados, para reduzir o atrito íris-zônula ou eliminar o componente de bloqueio pupilar associado.

Pacientes com opacidade acentuada da córnea, câmara anterior muito rasa ou inflamação intraocular ativa precisam de controle clínico antes do laser. Crianças pequenas e pacientes não cooperativos também exigem estratégias alternativas.

A tecnologia: Nd:YAG laser e fotodisrupção

O Nd:YAG laser (1064 nm, pulsos em nanossegundos) atua por fotodisrupção, um mecanismo mecânico menos dependente da absorção de pigmento do que os lasers térmicos. Isso permite tratar íris claras e escuras. Íris espessas e muito pigmentadas, porém, costumam exigir mais energia ou pré-tratamento.

Em íris muito espessas ou pigmentadas, pode-se fazer um tratamento inicial com laser verde de 532 nm para afinar o tecido antes do YAG. Essa abordagem sequencial pode reduzir a energia de YAG necessária e o risco de sangramento.

Como é o procedimento

A iridotomia é feita em regime ambulatorial, no próprio equipamento de laser — aparelho semelhante à lâmpada de fenda das consultas. Não há cortes, não há necessidade de anestesia injetável ou internação. A duração costuma ser de poucos minutos por olho.

Passo a passo

  • Preparação — aplicação de pilocarpina 2–4% para contrair a pupila, afinar a íris e facilitar o disparo. Em casos de edema da córnea (na crise aguda), usa-se glicerina tópica, acetazolamida ou manitol para clarear a córnea antes do laser.
  • Controle da pressão — em pacientes sob risco ou na crise aguda, prescreve-se brimonidina ou apraclonidina tópicas antes do procedimento para reduzir o pico de pressão pós-laser.
  • Anestesia tópica — colírio anestésico na superfície ocular, sem injeções.
  • Lente estabilizadora — lente especial (Abraham +66 D, Wise +103 D ou CGI-LASAG) é colocada sobre o olho com gel viscoso. Ela mantém as pálpebras abertas, estabiliza o olho, magnifica a íris e concentra a energia do laser.
  • Posicionamento da iridotomia — em geral na periferia superior da íris, entre 11 e 1 horas, protegida pela pálpebra superior. Posições temporais também funcionam. Evita-se 12h (risco de obstrução por bolhas de ar) e áreas com vasos visíveis.
  • Disparos do laser — o médico realiza disparos sucessivos enquanto o equipamento emite pequenos estalos. Algumas pessoas notam luzes e sentem dor, pressão ou desconforto breve. Apesar disso, a aplicação costuma ser bem tolerada. O procedimento termina quando o orifício atravessa toda a espessura da íris.
  • Encerramento — remoção da lente, higienização do olho e orientação de colírios pós-operatórios (anti-inflamatório e, quando indicado, hipotensor).

Recuperação

A pressão intraocular deve ser aferida de 30 minutos a 2 horas após o laser para detectar picos transitórios. O retorno às atividades normais costuma acontecer no mesmo dia, com uso de colírios por cerca de uma semana.

Reavaliação da profundidade da câmara anterior em 1 semana confirma que o ângulo se abriu. Se houver dúvida sobre a patência do orifício, gonioscopia complementar, UBM (ultrassom biomicroscópico) ou OCT de segmento anterior podem ser solicitados.

Riscos e complicações

O perfil de segurança da iridotomia com Nd:YAG é muito favorável, mas há complicações conhecidas que exigem acompanhamento:

  • Pico transitório de pressão intraocular — a complicação pós-operatória mais comum, geralmente nas primeiras 4 horas. Elevação ≥8 mmHg em cerca de 6–10% dos pacientes. Justifica o uso profilático de alfa-agonistas.
  • Sangramento na câmara anterior (hifema) — costuma ser pequeno e autolimitado e pode ceder com leve pressão na lente de contato. Não suspenda aspirina, anticoagulantes ou outros medicamentos por conta própria; a equipe avalia o esquema individualmente antes do laser.
  • Sintomas visuais (disfotopsias) — borramento, halos, linhas, pontos ou sombras podem aparecer após o procedimento. Estudos não demonstram diferença consistente conforme a posição da iridotomia. A maioria melhora ou deixa de incomodar com o tempo; sintomas persistentes precisam ser reavaliados.
  • Progressão de catarata — risco aumentado em períodos de 1 a 6 anos após a iridotomia. Mecanismos propostos: dano direto ao cristalino, alteração da dinâmica do humor aquoso e mudanças inflamatórias discretas.
  • Fechamento da iridotomia — 1% em 2 semanas a 20% em 6 meses; raro com Nd:YAG. Quando ocorre, o re-tratamento é simples e pode ser feito no mesmo sítio.
  • Síndrome de direção anômala do humor aquoso (misdirection) — rara; ocorre em olhos pequenos (<21 mm), alta hipermetropia, com pressão elevada e câmara anterior rasa apesar da iridotomia pérvia. Exige avaliação e tratamento especializados.
  • Outras complicações raras — redução temporária da contagem de células endoteliais corneanas, inflamação leve, sinequia posterior, hipópio estéril, edema macular cistoide, hemorragia retiniana.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre Iridotomia periférica a laser (YAG)

Para que serve a iridotomia a laser?

Serve para criar uma nova passagem para o humor aquoso na periferia da íris, aliviando o bloqueio pupilar. É a base do tratamento e da prevenção do glaucoma de ângulo fechado, especialmente após uma crise aguda ou em pacientes com ângulos estreitos anatomicamente em risco.

A iridotomia dói?

A iridotomia pode doer ou causar desconforto durante os disparos, mas a aplicação é breve e costuma ser bem tolerada. O colírio anestésico reduz a sensibilidade da superfície ocular. Pode haver pressão passageira e algumas pessoas notam luzes. Os pequenos estalos ouvidos durante a aplicação vêm do equipamento, não de dentro do olho.

Quanto tempo dura o procedimento?

A aplicação efetiva do laser leva poucos minutos por olho. Considerando a preparação (pilocarpina, anestesia, posicionamento, controle de pressão antes e depois), a visita total costuma levar de 30 a 60 minutos.

Posso dirigir depois?

Não no mesmo dia. A pilocarpina deixa a pupila bem pequena e, somada ao desconforto luminoso e à lente de contato usada durante o laser, prejudica o foco e o reflexo imediato. Combine com alguém para te levar e buscar, ou use serviço de transporte.

Por que o ângulo fechado agudo é uma emergência?

Na crise aguda, a íris bloqueia completamente a drenagem do humor aquoso e a pressão intraocular sobe rapidamente a níveis muito elevados. Isso causa dor ocular intensa, náuseas, halos coloridos e embaçamento — e, se não tratado em horas, pode causar perda visual permanente por dano ao nervo óptico. A iridotomia é o tratamento definitivo.

Se meu ângulo é estreito mas não tive crise, preciso fazer iridotomia?

Nem sempre. O estudo ZAP mostrou que o benefício da iridotomia profilática em olhos com ângulos estreitos sem sintomas é real, mas estatisticamente pequeno. A decisão depende de fatores anatômicos (quão estreito é o ângulo, espessura da íris, posição do cristalino), história familiar, idade e riscos individuais. Muitos casos podem apenas ser acompanhados com gonioscopia periódica.

Vou enxergar o furinho na íris?

Em geral não. A iridotomia é feita na periferia da íris e tem menos de meio milímetro. Algumas pessoas percebem halos, linhas ou pontos luminosos temporariamente. Se esses sintomas persistirem ou incomodarem, a posição e a abertura devem ser reavaliadas.

A iridotomia substitui os colírios para glaucoma?

Não necessariamente. A iridotomia resolve o componente de bloqueio pupilar e abre o ângulo. Em muitos casos de ângulo fechado ou ângulo estreito (PACS), isso é suficiente. Mas quando já há dano ao nervo óptico (glaucoma estabelecido) ou pressão elevada por outro mecanismo, podem ser necessários colírios, SLT ou cirurgia adicional.

A iridotomia pode fechar de novo?

Raro com o Nd:YAG laser. Fechamento parcial ocorre em cerca de 1% em 2 semanas e até 20% em 6 meses nos relatos mais antigos, mas é menos frequente na prática atual. Quando ocorre, o re-tratamento no mesmo sítio é simples.

A iridotomia causa catarata?

Há um pequeno aumento do risco de progressão da catarata em acompanhamentos de 1 a 6 anos após a iridotomia. O mecanismo não é totalmente claro — pode haver dano direto discreto ao cristalino ou mudanças inflamatórias. Em contrapartida, a iridotomia previne complicações muito mais graves (crise aguda, perda do nervo óptico), e a catarata, se surgir, tem tratamento consolidado.

Preciso tratar os dois olhos?

Frequentemente sim. Em pacientes com crise aguda em um olho, o outro tem alto risco de crise dentro de dias ou semanas. Nos casos bilaterais de ângulo estreito, a decisão é individualizada. A gonioscopia avalia cada olho separadamente para orientar a conduta.

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“Foi perfeito! Dr. Lucca, atendeu meu filho de 2a9m com muita paciência, técnica pediatrica e escuta ativa ao mini paciente.”

Maiara KovalskiDr. Lucca Ortolan
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“O Dr. Lucca explicou todas as minhas dúvidas de forma clara e fácil de entender, além de detalhar os resultados dos exames com muita paciência e cuidado. Foi um atendimento muito bom, acolhedor e completo.”

Vinícius Silva MacenaDr. Lucca Ortolan
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“Fui muito bem atendida. O Dr. Lucca foi ótimo em seu atendimento na consulta e exames, explicando todas as possibilidades para o meu caso.”

Suseli LimaDr. Lucca Ortolan
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“O dr. Lucca foi muito atencioso na consulta, o que me permitiu detalhar como está a minha visão atualmente, os sintomas, etc. Os exames foram abrangentes para check-up e testes de visão.”

Marcelo Tenorio de SouzaDr. Lucca Ortolan
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“O Dr. Lucca foi muito atencioso e atento a cada detalhe, muito simpático. Uma consulta de verdade, onde tudo foi avaliado e explicado, sem pressa de terminar a consulta, gostamos muito.”

Isabella EymaelDr. Lucca Ortolan
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“Profissional excelente e dedicado! O Dr. Ortolan é um médico oftalmologista detalhista e seguro durante todo o atendimento. Ele explicou de forma clara o diagnóstico do meu filhinho e a conduta a seguir no tratamento.”

Sara GonzalesDr. Lucca Ortolan
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“O atendimento já começa muito bem na recepção, atendente carismática, e atenciosa, consultei com o Dr. Lucca. Muito simpático, atencioso , e tira todas as suas dúvidas!”

Hs TutorsDr. Lucca Ortolan
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“Conheci o Dr. Lucca e sua secretária, Aninha, hoje. Que maravilhosos! A recepção e o acolhimento da Ana são primorosos!”

Cristina DantasDr. Lucca Ortolan
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“Atendimento excepcional e super completo realizado pela Dra. Nicole Bulgarão. Secretária Ana Beatriz foi muito simpática.”

Diogo RequenaDra. Nicole Bulgarão
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“A consulta com a Dra. Nicole Bulgarão superou as expectativas, é uma médica detalhista e cuidadosa, vai além do que se faz basicamente em outros consultórios, por isso o diferencial de uma consulta completa.”

Cleo DinizDra. Nicole Bulgarão
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