Foi perfeito! Dr. Lucca, atendeu meu filho de 2a9m com muita paciência, técnica pediatrica e escuta ativa ao mini paciente.
Dr. Lucca Ortolan
A injeção intravítrea, também chamada de injeção intraocular, é um procedimento em que o oftalmologista aplica um medicamento diretamente dentro do vítreo — o gel que preenche o interior do olho. Essa via permite levar a droga diretamente ao alvo terapêutico (retina, mácula e nervo óptico), com alta concentração local e baixa exposição sistêmica, atravessando as barreiras oculares que impedem a penetração de colírios. É o tratamento-padrão para várias doenças graves da retina e da mácula, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) na forma exsudativa, o edema macular diabético, as oclusões vasculares da retina e as uveítes. Também é usada para tratar infecções intraoculares graves (endoftalmites). Na Ortolan Oftalmologia, as injeções intravítreas são conduzidas pelo Dr. Lucca Ortolan e pelo Dr. Daniel Omote.
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Dr. Lucca Ortolan
O Dr. Lucca explicou todas as minhas dúvidas de forma clara e fácil de entender, além de detalhar os resultados dos exames com muita paciência e cuidado. Foi um atendimento muito bom, acolhedor e completo.
Dr. Lucca Ortolan
Fui muito bem atendida. O Dr. Lucca foi ótimo em seu atendimento na consulta e exames, explicando todas as possibilidades para o meu caso.
Dr. Lucca Ortolan


Por Dr. Lucca Ortolan e Dr. Daniel Omote

A injeção intravítrea é hoje um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo. Revolucionou o tratamento de doenças da retina que antes levavam à cegueira — especialmente a DMRI úmida e o edema macular diabético. Neste guia, explicamos para que serve a injeção, quais medicamentos são utilizados, como é feita, como é a recuperação, os riscos e os cuidados necessários.
A injeção intravítrea permite levar o medicamento diretamente ao interior do olho, atravessando as barreiras anatômicas (córnea, conjuntiva, cristalino) e dinâmicas (lágrima, humor aquoso) que bloqueiam o acesso dos colírios à retina. Como o medicamento é aplicado exatamente onde precisa agir, é possível atingir concentrações terapêuticas com doses muito menores do que seriam necessárias por via oral ou endovenosa — reduzindo os efeitos colaterais sistêmicos.
As principais indicações incluem:
1. Anti-VEGF (antiangiogênicos). São a classe mais utilizada. Bloqueiam o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que estimula o crescimento anormal de vasos sanguíneos e aumenta a permeabilidade vascular — dois fenômenos centrais na DMRI úmida, no edema diabético e nas oclusões venosas. Os principais são o aflibercept (Eylea), o ranibizumab (Lucentis), o bevacizumab (Avastin) (uso off-label, amplamente consagrado pela eficácia e custo acessível), o brolucizumab (Beovu) e o faricimab (Vabysmo).
2. Corticoides. Usados para reduzir inflamação e edema. Incluem a triancinolona e os implantes de dexametasona (Ozurdex) e fluocinolona (Iluvien), que liberam o medicamento lentamente por meses. Indicados em edema macular diabético refratário, edema por oclusão venosa, uveítes posteriores e edema macular cistoide pós-cirúrgico.
3. Antibióticos e antifúngicos. Vancomicina, ceftazidima, amicacina, voriconazol e anfotericina B — usados em endoftalmites bacterianas ou fúngicas. O tratamento é individualizado de acordo com cultura e antibiograma quando possível.
4. Antivirais. Ganciclovir, foscarnet e cidofovir — para retinites virais, principalmente em pacientes imunossuprimidos.
5. Terapia gênica. Vetores virais adeno-associados (AAV) carregando genes terapêuticos diretamente às células da retina. Exemplos: Luxturna (voretigene neparvovec, para distrofia por RPE65) e Lumevoq (para neuropatia óptica de Leber).
A injeção intravítrea é realizada em consultório ou centro cirúrgico, em um ambiente com condições de assepsia adequadas. O procedimento é rápido — geralmente leva poucos minutos — e o paciente vai para casa no mesmo dia, sem necessidade de sedação geral.
O medicamento é aplicado com uma agulha muito fina (30–33 gauge), no quadrante superotemporal (um dos mais utilizados por ser anatomicamente mais acessível), a uma distância de 3,5 a 4,0 mm do limbo corneano em olhos com cristalino natural (fácicos) ou 3,0 a 3,5 mm em olhos pseudofácicos (com lente intraocular). Essa distância evita lesar o cristalino de um lado e a retina periférica do outro.
O paciente é orientado a olhar para o lado oposto ao da injeção. A agulha atravessa a conjuntiva, a esclera e a pars plana, entrando na cavidade vítrea. O cirurgião injeta o volume pré-determinado do medicamento (geralmente 0,05 mL), retira a agulha rapidamente e pressiona brevemente o ponto de injeção com um cotonete estéril para evitar refluxo.
A maioria das doenças tratadas por injeção intravítrea é crônica e recorrente. Para a DMRI úmida, o edema diabético e as oclusões venosas, as injeções costumam ser repetidas ao longo do tempo — mensalmente no início, e depois em intervalos crescentes conforme a resposta (treat and extend). Alguns pacientes recebem dezenas de injeções ao longo de anos.
O acompanhamento periódico com OCT de mácula é fundamental para avaliar a resposta e ajustar o intervalo entre doses. Em pacientes bem controlados, pode-se estender o intervalo para até 3 a 4 meses, reduzindo o fardo de múltiplas consultas.
Apesar de ser um procedimento seguro na imensa maioria dos casos, a injeção intravítrea envolve riscos. A maioria é transitória e tratável, mas algumas complicações podem ser graves e exigem atenção imediata.
Qualquer um dos seguintes sinais nas primeiras 72 horas após a injeção exige avaliação oftalmológica urgente:
As injeções intravítreas na Ortolan Oftalmologia são realizadas pelo Dr. Lucca Ortolan Hansen — diretor clínico, médico oftalmologista e doutor em Oftalmologia pela USP — e pelo Dr. Daniel Omote, especialista em Retina Clínica e Genética Ocular pela USP. Ambos seguem protocolos atualizados de antissepsia e segurança derivados do consenso internacional (Euretina, AAO) no manejo de DMRI, edema macular diabético, oclusões venosas, uveítes e endoftalmites.
O conteúdo desta página tem intuito informativo e educacional. Não deve servir como base para diagnóstico ou tratamento sem a realização de consulta médica oftalmológica com aconselhamento personalizado.
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A injeção é feita com anestesia tópica (colírio ou gel) e agulha muito fina. A maioria dos pacientes sente apenas uma leve pressão momentânea. A ardência que aparece depois vem da iodopovidona usada na antissepsia, não da agulha — costuma melhorar em algumas horas com colírio lubrificante.
Depende da doença e da resposta individual. Em DMRI úmida e edema macular diabético, o esquema clássico começa com 3 injeções mensais de 'carga' e depois é espaçado conforme a evolução — abordagens como 'treat and extend' permitem intervalos crescentes de até 3 a 4 meses em pacientes estáveis. Algumas pessoas fazem apenas 1 a 2 injeções e outras precisam de dezenas ao longo dos anos.
Os mais comuns são os anti-VEGF (aflibercept/Eylea, ranibizumab/Lucentis, bevacizumab/Avastin, faricimab/Vabysmo), usados para DMRI úmida, edema macular diabético e oclusões venosas. Também se usam corticoides (triancinolona, implante de dexametasona/Ozurdex, implante de fluocinolona/Iluvien) e, em casos específicos, antibióticos para endoftalmite ou antivirais para retinite.
O risco de endoftalmite (infecção intraocular) é muito baixo — cerca de 1 em cada 2.000 a 5.000 injeções — mas é a complicação mais temida. A antissepsia com iodopovidona, o uso de máscara, o silêncio durante o procedimento e a técnica cuidadosa reduzem drasticamente o risco. Dor intensa, piora da visão ou olho muito vermelho nos primeiros dias são sinais de alerta e exigem avaliação imediata.
Se a visão do outro olho é boa, pode ser razoável dirigir após a injeção, dependendo da orientação do seu médico. O olho injetado fica com a visão embaçada temporariamente pela antissepsia com iodo e pode ficar vendo pequenas bolhas de ar por alguns dias. Pode ser incômodo dirigir, especialmente se é seu olho único.
Em muitos casos, sim. Antes da era dos anti-VEGF, a DMRI úmida levava à cegueira inevitável — hoje, as injeções permitem estabilizar e até melhorar a visão na maioria dos pacientes. Em outras doenças, a injeção é parte do tratamento, associada a laser, vitrectomia ou controle clínico da condição de base (diabetes, hipertensão, uveíte).
As doenças tratadas são crônicas. O medicamento age por algumas semanas e depois é metabolizado; sem novas doses, o edema ou a neovascularização tendem a voltar. O acompanhamento com OCT de mácula permite ajustar o intervalo entre as injeções para cada paciente.
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