Foi perfeito! Dr. Lucca, atendeu meu filho de 2a9m com muita paciência, técnica pediatrica e escuta ativa ao mini paciente.
Dr. Lucca Ortolan
A cirurgia de membrana epirretiniana remove o tecido fibrocelular que cresce sobre a retina e enruga a mácula — a região central responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento de rostos. Esse enrugamento causa visão embaçada, distorcida (metamorfopsia) e perda progressiva da acuidade visual. O tratamento é feito por vitrectomia via pars plana, uma microcirurgia em que o cirurgião remove o gel vítreo do interior do olho e destaca delicadamente a membrana da superfície da mácula. É realizada com anestesia local e sedação leve, em regime ambulatorial, e dura em média 45 a 60 minutos. Na Ortolan Oftalmologia, o Dr. Daniel Lani Louzada, especialista em Retina Cirúrgica e Vítreo, é o responsável pela avaliação e pelo tratamento cirúrgico dessa condição.
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Dr. Lucca Ortolan
O Dr. Lucca explicou todas as minhas dúvidas de forma clara e fácil de entender, além de detalhar os resultados dos exames com muita paciência e cuidado. Foi um atendimento muito bom, acolhedor e completo.
Dr. Lucca Ortolan
Fui muito bem atendida. O Dr. Lucca foi ótimo em seu atendimento na consulta e exames, explicando todas as possibilidades para o meu caso.
Dr. Lucca Ortolan

Por Dr. Daniel Lani Louzada

Este guia explica tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia de membrana epirretiniana (MER): quando ela é indicada, como decidir se é o caminho certo para você, o que acontece durante o procedimento e como é a recuperação. Também abordamos taxas de sucesso, possíveis riscos e sinais de alerta no pós-operatório, para que você tenha informações práticas e claras para tomar uma decisão informada sobre a sua saúde visual.
A cirurgia é recomendada quando o tecido cicatricial sobre a retina provoca alterações visuais significativas que interferem nas suas atividades do dia a dia. A membrana enruga a mácula, o que leva a visão embaçada ou distorcida no campo central. Você pode ter dificuldade para ler, dirigir, reconhecer rostos ou executar tarefas que exigem detalhe fino. Algumas pessoas desenvolvem membranas leves, com sintomas mínimos — nesses casos, o acompanhamento clínico costuma bastar. A cirurgia entra quando a visão piora o suficiente para afetar a sua qualidade de vida.

A cirurgia tem como alvo a distorção e o embaçamento que impedem o seu funcionamento normal. Linhas retas podem parecer onduladas (metamorfopsia), e a visão central costuma piorar progressivamente ao longo do tempo. O seu oftalmologista avalia se os sintomas são graves o bastante para justificar o procedimento — nem todo paciente com membrana epirretiniana precisa operar. Se você sente apenas uma distorção leve e ainda executa as tarefas do dia a dia com conforto, o acompanhamento em observação (watchful waiting) pode ser a melhor escolha. Quando a membrana passa a comprometer a leitura, o trabalho ou a condução segura do carro, a cirurgia se torna a única opção eficaz para evitar deterioração adicional e recuperar a função visual.

O objetivo da cirurgia é remover a membrana antes que ela cause dano permanente e irreversível à retina.
Antes de se decidir pela cirurgia, é importante avaliar alguns fatores. A decisão deve girar em torno de quanto a membrana afeta a sua visão e se os benefícios do procedimento superam os riscos. O seu oftalmologista solicita exames complementares, em especial a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de mácula, para medir a espessura da membrana e quantificar a distorção que ela provoca na mácula. Esses resultados, combinados com os sintomas que você relata, orientam a recomendação.

Considere se a visão distorcida ou embaçada impede você de completar tarefas cotidianas. Pergunte-se:

Muitos pacientes toleram distorção leve sem cirurgia, especialmente se os sintomas permanecem estáveis ao longo do tempo. No entanto, se a sua visão continua a se deteriorar, a cirurgia é a única via para melhora. Sua qualidade de vida é o fator mais importante nessa decisão.
É necessário equilibrar a expectativa de melhora visual contra os riscos cirúrgicos — catarata, infecção, descolamento de retina e aumento de pressão intraocular, entre outros. A maioria dos pacientes experimenta melhora visual significativa: estudos mostram em média cerca de 50% de ganho de visão após a cirurgia. A sua idade, a saúde ocular geral e o fato de ainda ter o cristalino natural influenciam o seu perfil individual de risco. Converse abertamente com o cirurgião para chegar a uma decisão alinhada com a sua situação e expectativas.
Antes da cirurgia, costumam ser solicitados:
Em pacientes acima de 50 anos, a vitrectomia acelera a progressão da catarata. Por isso, em muitos casos, opta-se por realizar a cirurgia combinada (facoemulsificação com implante de lente intraocular + vitrectomia com peeling da MER) no mesmo tempo cirúrgico, evitando uma segunda cirurgia poucos meses depois. Essa decisão é individualizada no pré-operatório.
A cirurgia é realizada em centro cirúrgico e dura em média 45 a 60 minutos. O cirurgião executa uma vitrectomia via pars plana, ou seja, remove o gel vítreo do interior do olho. Isso cria espaço para acessar e descolar o tecido cicatricial da superfície da mácula. Você permanece acordado durante o procedimento, e a equipe cirúrgica monitora de perto para garantir conforto e segurança.
O cirurgião administra anestesia local (peribulbar ou retrobulbar) para bloquear a sensibilidade e o movimento do olho operado, associada a sedação leve — semelhante à utilizada em uma endoscopia. Você permanece acordado, mas não sente dor. Como está consciente, é importante permanecer imóvel durante a cirurgia para que o cirurgião trabalhe com segurança e precisão sobre o tecido retiniano delicado. A equipe te orienta e apoia nesse aspecto ao longo de todo o procedimento.
Permanecer imóvel durante a cirurgia garante que o cirurgião trabalhe com segurança e precisão sobre a retina.
O cirurgião utiliza instrumentos microcirúrgicos (em geral de 23, 25 ou 27 gauge) para remover o gel vítreo através de três pequenas incisões na esclera — tão pequenas que, na maioria dos casos, não precisam de pontos. Em seguida, com pinças delicadas, ele destaca a membrana epirretiniana da superfície da mácula. Em geral, também é removida a membrana limitante interna (ILM) logo abaixo, para reduzir o risco de recorrência. Corantes específicos (como o azul brilhante) ajudam a visualizar os tecidos durante o peeling.
Ao final, o cirurgião pode injetar uma bolha de ar ou gás no olho para apoiar a cicatrização. Em alguns casos, também é feita uma injeção intraocular de corticoide para reduzir o risco de edema macular pós-operatório — esse corticoide pode causar pontos escuros transitórios na visão por cerca de uma semana. Quando há uso de gás, ele aparece como uma linha escura e ondulada no campo visual que encolhe e desaparece em cerca de 5 a 10 dias.
A recuperação exige paciência: a visão melhora de forma gradual, ao longo de semanas a meses, e não imediatamente. Nos primeiros dias, é comum que a visão esteja pior do que antes da cirurgia — a bolha de ar, o corticoide injetável (que causa os pontos escuros) e o edema natural da manipulação da mácula contribuem para essa redução inicial. A maioria dos pacientes começa a notar melhora significativa a partir de duas semanas, e a visão continua a se estabilizar ao longo de até 12 meses.
No peeling isolado de MER, geralmente não é necessário posicionamento com a cabeça voltada para baixo (face-down). Essa orientação é mais comum em cirurgias de buraco macular ou quando se utiliza gás intraocular por outro motivo. Caso o seu cirurgião tenha usado gás, ele vai te orientar a manter uma posição específica por 1 a 5 dias para que a bolha pressione a mácula e apoie a cicatrização — existe equipamento específico que pode ser alugado para tornar esse posicionamento mais confortável.
Cuidados gerais nas primeiras semanas:
Importante: se houver uso de gás intraocular, você não pode viajar de avião nem subir a altitudes elevadas até que o cirurgião confirme que a bolha se absorveu por completo. A mudança de pressão pode causar elevação perigosa da pressão intraocular. Você também deve informar qualquer anestesista sobre a presença de gás no olho antes de outras cirurgias.
A recuperação da visão segue um padrão gradual mas previsível. A bolha de ar costuma desaparecer em cerca de 5 a 10 dias, e os pontos escuros do corticoide resolvem em aproximadamente uma semana. A melhora visual mais significativa ocorre nas primeiras 6 semanas, mas o olho continua a cicatrizar por vários meses. O cirurgião agenda retornos regulares para monitorar sua evolução e rastrear complicações.
Quando a mácula estiver suficientemente cicatrizada, em geral após 2 a 3 meses, é possível atualizar o grau dos óculos para otimizar a visão final. A maioria dos pacientes relata redução da distorção e visão central mais nítida em comparação com o pré-operatório — mesmo quando a melhora parece lenta no começo. A adaptação cerebral à nova imagem também leva tempo, especialmente em membranas antigas.
O esquema típico de retornos inclui 1º dia, primeira semana, primeiro mês, 3 meses, 6 meses e 1 ano. Em cada retorno, são verificados: acuidade visual, pressão intraocular, aspecto do segmento anterior, cicatrização das esclerotomias, aspecto do nervo óptico e da mácula, com OCT seriado documentando a recuperação anatômica.
A cirurgia de membrana epirretiniana envolve riscos potenciais, embora complicações graves sejam raras. Entender esses riscos, os resultados esperados e as expectativas realistas ajuda você a tomar uma decisão informada. A maioria dos pacientes tem melhora visual significativa, mas é importante ter expectativas realistas tanto sobre os benefícios quanto sobre os possíveis efeitos colaterais do procedimento.
Os estudos mostram que os pacientes costumam ter uma melhora média de cerca de 50% na visão após a cirurgia. Os resultados individuais variam consideravelmente conforme a gravidade da membrana antes do procedimento e há quanto tempo ela existia. Você pode notar redução significativa da distorção mesmo quando a leitura da tabela de optotipos melhora só modestamente. A maioria dos pacientes relata melhora da qualidade de vida — melhor capacidade de ler, dirigir e reconhecer rostos.
Em membranas antigas ou muito contráteis, com alteração estrutural importante da mácula (afinamento, desorganização das camadas externas, edema crônico), a recuperação visual pode ficar aquém do esperado, mesmo com cirurgia tecnicamente bem-sucedida. Por isso, quanto mais precoce a cirurgia em casos com sintomas incômodos, melhor tende a ser o resultado funcional.
Ligue ou venha ao consultório imediatamente se notar qualquer um dos seguintes sinais após a cirurgia:
Esses sinais podem indicar descolamento de retina, infecção ou outras complicações que demandam avaliação urgente. Não espere o próximo retorno agendado.
Dr. Daniel Lani Louzada, especialista em Retina Clínica, Retina Cirúrgica, Vítreo, Uveítes e Glaucoma, com formação pela UFRJ, USP e Unifesp. Assistente cirúrgico do setor de Retina e Vítreo da Unifesp. Na Ortolan Oftalmologia, é responsável pela avaliação, indicação e tratamento cirúrgico de doenças da retina e do vítreo, incluindo a cirurgia de membrana epirretiniana.
O conteúdo desta página tem intuito informativo e educacional. Não deve servir como base para diagnóstico ou tratamento sem a realização de consulta médica oftalmológica com aconselhamento personalizado.
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É uma camada fina de tecido fibrocelular que cresce sobre a superfície interna da retina, na região da mácula. Quando se contrai, enruga a retina e pode causar distorção da imagem e perda de visão central.
Não. Membranas pequenas, assintomáticas ou com pouco impacto visual podem ser apenas acompanhadas com OCT seriado. A cirurgia é indicada quando há perda visual, metamorfopsia importante ou piora documentada.
Por vitrectomia via pars plana: o cirurgião remove o vítreo central e, com pinças delicadas, destaca a membrana (peeling) e, em geral, também a membrana limitante interna (ILM), com auxílio de corantes específicos.
A maioria dos pacientes tem melhora significativa da visão e da distorção, mas a recuperação é progressiva, ao longo de semanas a meses. Em membranas antigas, parte da metamorfopsia pode persistir.
No peeling isolado de MER, geralmente não é necessário posicionamento face-down. Essa orientação é mais comum em cirurgias de buraco macular ou quando há uso de gás intraocular por outro motivo.
A vitrectomia acelera a progressão da catarata em pacientes acima de 50 anos. Muitas vezes, a cirurgia é planejada em conjunto (facoemulsificação + vitrectomia) no mesmo tempo cirúrgico, para evitar uma segunda cirurgia.
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