Exame

Retinografia

Descubra como a retinografia pode ajudar no diagnóstico e monitoramento de doenças oculares, capturando imagens detalhadas da retina. Conheça mais sobre essa tecnologia essencial no site Ortolan Oftalmologia.

Atlas diagnóstico com exemplos de patologias registradas pela retinografia.
Visão geral

Como este exame ajuda na decisão clínica

O que é avaliado no exame? Retina, nervo óptico, mácula e centenas de doenças (veja ao lado).

Precisa de preparo? Não é necessário preparo, venha idealmente acompanhado.

Precisa dilatar? Nosso maquinário permite fotos sem dilatar, mas em alguns casos pode ser preciso dilatar.

Quanto tempo leva? 10 minutos, além do tempo de dilatação - se necessária (20-30 minutos).

O que é feito? O oftalmologista usa uma câmera especial para fotografar sua retina. É elaborado um laudo descrevendo os achados.

Qual o código TUSS da Retinografia Colorida (monocular)?​

Código TUSS: 41301315

Montagem mostrando diversas patologias que podem ser encontradas na retinografia. Esta montagem é baseada em uma retinografia (foto colorida do fundo de olho). ​​​

O que é o a Retinografia e o que ela avalia?

Vítreo

O vítreo é o gel que preenche a parte posterior do globo ocular.

O vítreo dá estrutura, resistência para o globo ocular.

As doenças do vítreo podem causar aparecimento do descolamento de retina.

As alterações do vítreo causam o aparecimento de moscas volantes.

O descolamento do vítreo posterior é comum noconsultório e precisa ser avaliado.

Mácula e Retina

A retina é essencial para a boa visão.

A mácula é o centro da visão, responsável pela leitura e pela visão de cores.

Se pensarmos no olho como uma câmera, a retina seria o filme da câmera (ou sensor em câmeras modernas).

As doenças de mácula e retina causam perda da visão.

No caso da mácula (acima mostra-se um mácula com drusas - devido a degeneração macular relacionada à idade) há perda da visão central (de leitura), ou distorção das linhas.

Nervo Óptico

O nervo óptico é essencial para a visão, pois é ele que leva a informação da luz para o cérebro.

No glaucoma e doenças do nervo óptico há degeneração desta estrutura.

Uma analogia: a doença do nervo é como uma corrosão de um cabo de dados (USB).

Nestes casos há perda da visão periférica (no glaucoma - imagem B acima).

O que é o Retinografia?

É a fotografia colorida do fundo de olho, usando uma máquina especial (retinógrafo).

É o melhor exame para avaliação do centro da retina, permitindo o diagnóstico e acompanhamento de doenças da retina, do nervo óptico e da mácula.

Quem deve fazer Retinografia?

Deve ser parte do check-up anual de pacientes com alto grau, especialmente os alto míopes (>6 graus), pois pode ajudar a prevenir um descolamento de retina ou diagnosticá-lo precocemente. Para os pacientes de menor grau deve ser avaliado idealmente a cada 2-3 anos, para avaliação da retina periférica.

Todo diabético deve fazer mapeamento de retina anual. Após os 60 anos de idade é ideal realizar o mapeamento de retina anualmente.

Toda pessoa que tem sintomas como: moscas volantes, aumento do número de moscas volantes, manchas escuras na visão, sensação de perda de visão súbita, borramento intenso da visão súbito, aparecimento de luzes fortes / flashes de luz branca ou colorida em um dos olhos, aparecimento de mancha escura que lembra um pano preto no centro ou na periferia da visão, suspeita de doenças do polo posterior do olho (toxoplasmose, uveítes, tumores intraoculares), seguimento de manchas do fundo do olho (nevus de coróide e similares).

Muita gente entende melhor quando vê a própria retina na tela. A retinografia transforma o fundo do olho em uma foto comparável ao longo do tempo. Isso ajuda no diagnóstico, no acompanhamento e na conversa sobre tratamento.

Pense nela como uma foto de arquivo. O exame de hoje vira a referência para comparar daqui a meses ou anos: a mancha cresceu? O nervo mudou? O diabetes deixou novos sinais?

Pra quem é esse exame

A retinografia é útil quando uma imagem objetiva ajuda a documentar ou acompanhar uma condição.

  • Diabetes: registrar retinopatia diabética e acompanhar hemorragias, exsudatos e neovasos.
  • Glaucoma: documentar aparência do nervo óptico e escavação.
  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI): acompanhar drusas, atrofia e alterações pigmentares.
  • Nevus de coroide e manchas pigmentadas: comparar tamanho e aspecto com fotos futuras.
  • Hipertensão arterial e doenças vasculares: registrar alterações nos vasos da retina.
  • Miopia alta: documentar alterações do polo posterior e sinais associados.
  • Educação do paciente: mostrar a imagem facilita entender o diagnóstico e aderir ao acompanhamento.12

Como o exame é feito

Você apoia queixo e testa no aparelho, olha para uma luz de fixação e a câmera faz a foto. O flash pode ofuscar por alguns segundos, mas não machuca.

Em muitos pacientes, a foto sai sem dilatar. A equipe pode dilatar se a pupila for pequena, se houver catarata ou se a pergunta clínica exigir campo mais amplo.

  • A captura é rápida, geralmente poucos minutos por olho.
  • Não usa contraste intravenoso.
  • Não encosta no olho.
  • A imagem fica salva para comparação futura.3

Preciso me preparar?

Na maior parte dos casos, não. O preparo depende de dilatar ou não.

  • Sem dilatação: você costuma sair enxergando normalmente depois do flash passar.
  • Com dilatação: a visão de perto fica embaçada e a luz incomoda por algumas horas.
  • Leve exames antigos: comparar foto antiga e atual aumenta muito o valor do exame.
  • Avise se usa colírios ou tem alergias: a equipe decide se a dilatação é adequada naquele dia.

O que a foto mostra

A retinografia mostra uma visão colorida do fundo do olho. O médico procura sinais visíveis na retina, nos vasos, na mácula e no nervo óptico.

  • Retina: hemorragias, manchas, cicatrizes, degenerações e alterações pigmentares.
  • Mácula: drusas, atrofia, exsudatos e sinais de edema que podem exigir OCT.
  • Vasos: estreitamentos, cruzamentos, hemorragias e sinais de oclusão vascular.
  • Nervo óptico: escavação, palidez, bordas e assimetrias entre os olhos.
  • Coroide: nevus e lesões pigmentadas que precisam de seguimento.4

Quando a comparação é o mais importante

Uma foto isolada ajuda. Duas fotos bem feitas, comparadas lado a lado, ajudam muito mais. A retinografia é forte em acompanhar mudança.

  • Glaucoma: comparar escavação do nervo ao longo do tempo.
  • Diabetes: ver se apareceram novas hemorragias ou sinais de progressão.
  • Nevus: acompanhar crescimento ou mudança de cor/bordas.
  • DMRI: documentar drusas e atrofia, junto com OCT quando há suspeita de líquido.
  • Pós-tratamento: comparar resposta após laser, injeções ou cirurgia.56

Retinografia, mapeamento e OCT

Os três olham o fundo do olho, mas respondem perguntas diferentes.

  • Retinografia: foto colorida para documentar e comparar.
  • Mapeamento de retina: exame clínico dilatado para avaliar retina inteira, inclusive periferia.
  • OCT: corte microscópico das camadas da mácula ou do nervo óptico.

Se você tem flashes e moscas volantes novas, a foto pode ajudar, mas o mapeamento dilatado costuma ser mais importante. Se a dúvida é líquido na mácula, o OCT entra junto.7

Limitações honestas

A retinografia é uma foto, e foto tem limites.

  • Não mostra camadas: edema sutil, buraco macular inicial e membrana fina podem exigir OCT.
  • Campo limitado: a periferia extrema da retina pode ficar fora da imagem.
  • Catarata e pupila pequena: reduzem nitidez e podem exigir dilatação.
  • Cor não é diagnóstico isolado: iluminação e aparelho mudam a aparência; comparação precisa ser técnica.
  • Foto normal não exclui sintoma novo: flashes ou sombra no campo visual ainda pedem avaliação dilatada.

Perguntas frequentes

Precisa dilatar? Às vezes. Muitos retinógrafos capturam sem dilatação, mas pupila pequena, catarata ou necessidade de avaliar melhor a retina podem exigir colírio.

O flash faz mal? Não. Pode ofuscar por alguns segundos, como foto com flash, mas não lesiona a retina.

Qual a diferença para mapeamento de retina? Retinografia é foto. Mapeamento é exame clínico dilatado da retina, com avaliação de periferia e vítreo.

Retinografia detecta glaucoma? Ela documenta o nervo óptico e ajuda no acompanhamento, mas o diagnóstico de glaucoma combina pressão, exame clínico, OCT e campo visual.

Serve para diabetes? Sim. É uma das formas mais úteis de documentar retinopatia diabética, junto com mapeamento e OCT quando há suspeita de edema.

Detalhes técnicos

A retinografia colorida captura imagem bidimensional do fundo de olho com câmera retiniana. Sistemas não-midriáticos usam iluminação e sensores sensíveis para fotografar através de pupila natural, mas a qualidade ainda depende de transparência dos meios, diâmetro pupilar e fixação.

Em doenças vasculares, a foto pode registrar hemorragias, exsudatos algodonosos, tortuosidade vascular e alterações de calibre. Em oclusões, SOACR significa síndrome de oclusão da artéria central da retina; SOVCR significa síndrome de oclusão da veia central da retina. A avaliação vascular pode exigir OCT, angio-OCT ou angiografia com contraste.

Em glaucoma, fotografias seriadas do disco óptico ajudam a comparar escavação, hemorragia de disco e perda de anel neural. Ainda assim, progressão estrutural costuma ser acompanhada de forma mais objetiva com OCT de nervo óptico.89

Fontes e referências

American Academy of Ophthalmology (AAO)

AAO EyeWiki — Color Fundus Photography

NEI (National Eye Institute)

Cleveland Clinic — Fundus Photography

  1. AAO EyeWiki. Color fundus photography interpretation of ophthalmic findings. n.d.
  2. Cleveland Clinic. How a picture can help your eyes: what is fundus photography? n.d.
  3. National Eye Institute. Diabetic retinopathy. n.d.
  4. American Academy of Ophthalmology. Nevus (eye freckle). n.d.
  5. Flaxel CJ, Adelman RA, Bailey ST, et al. Age-related macular degeneration preferred practice pattern. Ophthalmology. 2020;127(1):P1-P65.
  6. American Academy of Ophthalmology. Understanding glaucoma: symptoms, causes, diagnosis, treatment. n.d.
  7. American Academy of Ophthalmology. What is optical coherence tomography? n.d.
  8. American Academy of Ophthalmology. What is central retinal vein occlusion (CRVO)? n.d.
  9. National Eye Institute. Central retinal vein occlusion (CRVO). n.d.
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