Na fase inicial, muitos pacientes não têm sintomas — o pterígio aparece como uma "carne crescida" no canto do olho (quase sempre no lado nasal, perto do nariz).
Quando sintomático, os queixas mais comuns são: olho vermelho crônico, ardor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho ao piscar, fotofobia, e astigmatismo irregular quando o pterígio se aproxima do eixo visual.
Em casos avançados, o pterígio pode invadir o eixo visual, causar visão embaçada e, em raros casos, levar a perda visual significativa.
Muitos pacientes percebem piora em períodos de mais exposição a sol, vento e poeira — ou em ambientes muito secos e com ar-condicionado.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico: o exame na lâmpada de fenda (biomicroscopia) identifica e documenta o tamanho, o grau de invasão da córnea, o padrão de vascularização e eventuais sinais de irritação crônica.
Na Ortolan, toda avaliação inclui documentação fotográfica externa e, quando o pterígio está próximo da córnea central, topografia e tomografia de córnea para quantificar o astigmatismo induzido — informação-chave no planejamento cirúrgico.
Diagnóstico diferencial
O pterígio é confundido com outras lesões conjuntivais que exigem outro tratamento — e em alguns casos biópsia é necessária:
Pterígios com sinais atípicos (pigmentação, crescimento rápido, vascularização em "cabeça de medusa", recorrência após cirurgia) devem ser investigados antes da excisão.
Classificação e estadiamento
A classificação de Tan divide o pterígio em três graus conforme a translucência (facilidade de enxergar os vasos esclerais por baixo do tecido):
Também se utilizam classificações por tamanho (grau I: até 2 mm de invasão corneana; grau II: 2–4 mm; grau III: >4 mm ou envolvimento do eixo visual).
Quer entender os próximos passos para pterígio?
Se pterígio se parece com o seu quadro, a equipe pode orientar pelo WhatsApp qual especialista costuma avaliar, quais exames entram primeiro e quando vale acelerar a consulta.
Tratamento conservador
Na maioria dos pacientes — especialmente os assintomáticos ou com pterígios pequenos e estáveis — o tratamento é clínico:
Tratamento cirúrgico
A cirurgia é indicada quando: os sintomas são intensos e refratários; o pterígio tem >3 mm de invasão corneana; há envolvimento do eixo visual; há astigmatismo induzido relevante; ou por motivo estético funcional (constrangimento social com olho permanentemente vermelho).
Na Ortolan Oftalmologia, utilizamos a técnica moderna padrão-ouro: excisão do pterígio + transplante conjuntival autólogo com cola biológica (fibrina). O pedaço de conjuntiva do próprio paciente é retirado da região superior do olho e fixado sobre a esclera exposta sem suturas, usando cola de fibrina — o que reduz desconforto pós-operatório, tempo de cirurgia e, sobretudo, o risco de recidiva.
A técnica antiga "esclera nua" (sem enxerto) tem taxas de recidiva de 30 a 50% e foi abandonada. Com autoenxerto conjuntival + cola biológica, a recidiva cai para aproximadamente 5 a 10% em mãos experientes.
Em casos selecionados de alto risco (pterígio recorrente, jovens, pterígios agressivos) podemos associar mitomicina C tópica durante o ato cirúrgico ou usar membrana amniótica como cobertura.
Mais detalhes sobre a técnica, recuperação e riscos em /cirurgia-de-pterigio. O planejamento pré-operatório completo está no Pacote Córnea e Pterígio.
Como prevenir a recidiva
O principal fator que o paciente controla após a cirurgia é a proteção UV: óculos de sol com proteção UV-A/UV-B de uso diário, chapéu de aba larga em atividades ao ar livre, evitar permanência prolongada em ambientes muito secos ou com poeira.
Jovens (<40 anos), pacientes em profissões ao ar livre e pacientes com pterígios agressivos têm maior risco de recidiva e precisam de acompanhamento próximo nos primeiros 12 meses pós-cirurgia.


