Cirurgia

Cirurgia de Pterígio

A cirurgia de pterígio moderna é feita com autoenxerto conjuntival fixado com cola biológica (fibrina) — técnica padrão-ouro que reduz drasticamente o risco de recidiva em comparação com a técnica antiga de esclera nua. Na Ortolan Oftalmologia, a cirurgia é conduzida pela equipe de córnea formada pela USP, em ambiente cirúrgico, com anestesia local e tempo operatório curto.

SINTOMAS CRÔNICOS
Irritação, vermelhidão e sensação de corpo estranho persistentes
INVASÃO CORNEANA
Pterígio avançando sobre o eixo visual ou >3 mm
ASTIGMATISMO INDUZIDO
Distorção corneana reduzindo a acuidade visual
Pterígio nasal invadindo a córnea — indicação de cirurgia com autoenxerto conjuntival e cola biológica. Fonte: Jonathan Trobe, MD (Kellogg Eye Center, Univ. Michigan), CC BY 3.0 via Wikimedia Commons.
Pterígio avançado invadindo o eixo pupilar.

Quando está indicada a cirurgia?

Nem todo pterígio precisa ser operado. A cirurgia é indicada quando pelo menos um dos critérios abaixo está presente:

  • Sintomas incômodos refratários — irritação crônica, vermelhidão, ardor, sensação de corpo estranho que não melhoram com tratamento clínico.
  • Invasão corneana >3 mm ou pterígio com crescimento progressivo documentado.
  • Envolvimento do eixo visual — o pterígio se aproxima ou atinge a região central da córnea.
  • Astigmatismo irregular induzido pelo pterígio, reduzindo a acuidade visual.
  • Queixa estética com impacto funcional — olho vermelho permanente que incomoda socialmente.
  • Pré-operatório de cirurgia refrativa ou de catarata — nessas situações, o pterígio que induz astigmatismo precisa ser operado antes para que o planejamento refrativo seja preciso.
Equipe médica

Equipe de córnea que opera pterígio

A cirurgia de pterígio na Ortolan é realizada pela equipe de córnea — especialistas formados pela USP em doenças da córnea, cirurgia refrativa, ceratocone e transplantes.

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Como é feita a cirurgia?

A técnica padrão-ouro atual é a excisão do pterígio associada a autoenxerto conjuntival fixado com cola biológica de fibrina. Essa é a técnica utilizada na Ortolan Oftalmologia.

Passo a passo simplificado:

  • Anestesia local (tópica + subconjuntival); sedação leve opcional.
  • Excisão do pterígio — remoção da cabeça e do corpo do pterígio até a esclera, com cuidadosa dissecção para evitar danos ao músculo reto medial.
  • Colheita do enxerto conjuntival — retirada de um pequeno pedaço da conjuntiva do próprio paciente na região superior do olho (conjuntiva bulbar superior). É uma área que cicatriza bem e não deixa sequela.
  • Fixação com cola biológica (fibrina) — o enxerto é posicionado sobre a esclera exposta e fixado com cola de fibrina, sem suturas. Isso reduz a inflamação pós-operatória e o desconforto.
  • Curativo e liberação — ao final, é feito um curativo oclusivo que deve permanecer por algumas horas; o paciente vai para casa no mesmo dia.

Tempo de cirurgia: 30 a 45 minutos por olho.

Por que autoenxerto com cola biológica?

A técnica antiga ("esclera nua", sem enxerto) tem taxa de recidiva de 30 a 50%. A técnica com autoenxerto conjuntival reduz a recidiva para 5 a 10% porque cria uma barreira biológica que impede o crescimento fibrovascular anômalo.

A fixação com cola de fibrina (em vez de pontos cirúrgicos) acrescenta três vantagens: menor desconforto pós-operatório, menor tempo cirúrgico e menor inflamação — o que também ajuda a reduzir a recidiva.

Variações em casos selecionados

  • Mitomicina C intraoperatória — para pterígios agressivos ou recidivados, aplicada por poucos minutos na esclera exposta antes do enxerto.
  • Membrana amniótica — alternativa quando a conjuntiva do paciente é insuficiente ou em casos recorrentes.
  • Cirurgia combinada com córnea ou catarata — em casos selecionados, o pterígio pode ser operado no mesmo tempo cirúrgico de outra cirurgia ocular.

Astigmatismo e resultado refrativo

Pterígios maiores distorcem a córnea e causam astigmatismo irregular. A cirurgia reduz ou elimina esse astigmatismo, mas o resultado refrativo só estabiliza após 4 a 8 semanas — quando a topografia da córnea se acomoda.

Por isso, pacientes que vão fazer cirurgia refrativa (LASIK, PRK, SMILE) ou cirurgia de catarata com lente intraocular premium devem operar o pterígio primeiro, aguardar a estabilização corneana e só então realizar os exames pré-operatórios definitivos (topografia, biometria óptica).

Como é a recuperação?

Dia 0 e primeiros dias

O olho fica protegido por curativo oclusivo por algumas horas a 1 dia. Após a retirada, é comum haver desconforto moderado, ardor, lacrimejamento e sensação de areia nos primeiros 3 a 5 dias — é a fase em que o enxerto conjuntival está cicatrizando sobre a esclera.

  • Colírios antibiótico + anti-inflamatório em esquema decrescente por 2 a 4 semanas.
  • Lubrificação frequente com colírios sem conservantes.
  • Não coçar o olho — o enxerto precisa cicatrizar intacto.
  • Não dormir de bruços nos primeiros 3 a 5 dias.

Primeira semana

O desconforto melhora progressivamente após o 3º dia. Pode haver pequeno hematoma no local do enxerto (normal) e sensação de "corpo estranho" ao piscar. A maioria dos pacientes volta ao trabalho em 3 a 7 dias, conforme a exigência visual da profissão.

Primeiras 4 semanas

  • Evitar piscina, mar, banheira e spa.
  • Evitar exposição direta a sol, vento e poeira — uso obrigatório de óculos de sol com proteção UV sempre que sair de casa.
  • Evitar esforços físicos pesados, academia e esportes de contato nas primeiras 2 semanas.
  • Maquiagem nos olhos suspensa por 2 a 3 semanas.

De 1 a 3 meses

A visão e o astigmatismo se estabilizam. Retornos habituais em 1 dia, 1 semana, 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 ano. A proteção UV diária com óculos de sol é a medida mais importante para prevenir recidiva — deve ser mantida como hábito vitalício.

Acompanhamento de longo prazo

Após o 1º ano, a chance de recidiva cai significativamente. Pacientes jovens (<40 anos), com pterígios agressivos, ou com exposição solar ocupacional permanecem em acompanhamento mais próximo nos primeiros 2 a 3 anos pós-cirurgia.

Riscos e complicações

A cirurgia moderna de pterígio com autoenxerto e cola de fibrina é segura e de rápida recuperação — mas, como toda cirurgia, tem riscos que entram na conversa pré-operatória:

  • Recidiva — risco de 5 a 10% com a técnica moderna (30 a 50% com a técnica antiga de esclera nua).
  • Granuloma conjuntival — pequeno nódulo de cicatrização, geralmente tratado com colírios anti-inflamatórios.
  • Descolamento parcial do enxerto — raro, manejado com nova fixação.
  • Infecção — muito rara com técnica moderna e colírios antibióticos adequados.
  • Diplopia transitória — incomum, geralmente associada à dissecção em pterígios muito grandes próximos ao músculo reto medial.
  • Olho seco transitório — a cirurgia pode agravar olho seco pré-existente nos primeiros 2 a 3 meses.
  • Cicatriz ou pigmentação residual — geralmente estética e sem impacto visual; muito menos proeminente que o pterígio original.

Fatores de risco para recidiva

  • Idade jovem (<40 anos) e profissões ao ar livre.
  • Pterígios agressivos, carnosos (Tan T3) ou recorrentes.
  • Não uso consistente de óculos de sol após a cirurgia.
  • Pterígios grandes com invasão corneana >4 mm ou que atingiram o eixo visual.

A equipe da Ortolan

A cirurgia de pterígio na Ortolan Oftalmologia é realizada pela equipe de córnea, formada por especialistas da USP com experiência em doenças da córnea, cirurgia refrativa, ceratocone e transplantes — garantindo avaliação individualizada, técnica moderna e acompanhamento próximo no pós-operatório. O planejamento completo pode ser feito pelo Pacote Córnea e Pterígio ou pela página da doença.

Referências

  • American Academy of Ophthalmology — EyeWiki. Pterygium. eyewiki.aao.org/Pterygium.
  • Kaufman SC, Jacobs DS, Lee WB, et al. Options and adjuvants in surgery for pterygium: a report by the American Academy of Ophthalmology. *Ophthalmology.* 2013;120(1):201-208.
  • Koranyi G, Seregard S, Kopp ED. Cut and paste: a no suture, small incision approach to pterygium surgery (with fibrin glue). *Br J Ophthalmol.* 2004;88(7):911-914.
  • Hirst LW. The treatment of pterygium. *Surv Ophthalmol.* 2003;48(2):145-180.
  • Jiang J, Gong J, Li W, Hong C. Comparison of fibrin sealant and sutures for conjunctival autograft fixation in pterygium surgery: a meta-analysis. *Int J Ophthalmol.* 2019.
  • Wong VW, Rao SK, Lam DS. Mitomycin C-augmented excision of pterygium. *Ophthalmology.* 2010.
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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre cirurgia de pterígio

A cirurgia de pterígio dói?

Durante a cirurgia, não — usamos anestesia local e sedação leve quando necessário. Nos primeiros 3 a 5 dias, há desconforto moderado, ardor, lacrimejamento e sensação de corpo estranho enquanto o enxerto conjuntival cicatriza. A maior parte dos pacientes fica confortável a partir do 4º dia.

Posso fazer os dois olhos ao mesmo tempo?

Em geral, não recomendamos. Operamos um olho por vez para que o paciente continue funcional durante a recuperação. O segundo olho costuma ser operado 4 a 8 semanas depois do primeiro.

Quanto tempo fico afastado do trabalho?

Depende da profissão. Trabalhos administrativos costumam permitir retorno em 3 a 7 dias. Profissões com exposição a sol, vento, poeira ou esforço físico exigem afastamento de 10 a 15 dias, com uso obrigatório de óculos de sol ao sair de casa.

Posso voltar ao mar e à piscina?

Piscina, mar, banheira e spa ficam suspensos por 4 semanas após a cirurgia. Após esse período, libera-se o retorno com uso de óculos de natação e proteção UV. A proteção UV rigorosa é permanente.

O pterígio pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em cerca de 5 a 10% dos casos com a técnica moderna (autoenxerto conjuntival com cola biológica). A técnica antiga (esclera nua) tinha recidiva de 30 a 50% e foi abandonada. O principal fator controlável para evitar recidiva é o uso diário de óculos de sol com proteção UV-A/UV-B.

A cirurgia é feita com laser?

Não é necessário laser. A cirurgia é feita com microinstrumentos cirúrgicos convencionais sob microscópio — a técnica moderna (excisão + autoenxerto + cola biológica) tem resultados excelentes sem laser, e o laser não oferece benefício adicional nessa cirurgia.

Qual a diferença entre "pterígio" e "pinguécula"?

A pinguécula é um depósito amarelado de conjuntiva que não cresce sobre a córnea — é apenas uma elevação localizada. O pterígio, por outro lado, invade a córnea em formato de asa e pode comprometer a visão. Pinguéculas raramente precisam de cirurgia; pterígios são operados conforme os critérios mencionados nesta página.

Plano de saúde cobre a cirurgia?

A maioria dos planos cobre a cirurgia de pterígio quando há indicação médica (sintomas refratários, invasão do eixo visual, astigmatismo induzido). A cola biológica e a mitomicina C, quando indicadas, costumam exigir justificativa médica — orientamos o paciente no processo.

★★★★★

Fiz cirurgia refrativa com o Dr. Lucca e o resultado foi perfeito. Acordei no outro dia enxergando 100% sem óculos. Equipe atenciosa e clínica impecável.

Carolina M.Dr. Lucca Ortolan
★★★★★

Operei catarata dos dois olhos com lente premium trifocal. Hoje leio, trabalho no computador e dirijo sem óculos. Dr. Lucca explicou cada detalhe com paciência.

Aparecida S.Dr. Lucca Ortolan
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A Dra. Nicole cuidou do meu ceratocone e fez o crosslinking. Profissional extremamente competente, me senti segura do início ao fim.

Mariana F.Dra. Nicole Bulgarão
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Dr. Daniel Omote operou meu descolamento de retina em caráter de urgência. Salvou minha visão. Profissional excepcional, super didático.

Roberto A.Dr. Daniel Omote
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