Na coorte nacional francesa, os modelos de Cox identificaram como fatores associados a eventos adversos: capsulotomia realizada até 1 ano após a cirurgia de catarata (HR 1,314; IC95% 1,034 a 1,669; p = 0,0256), com destaque para edema macular (HR 1,500; IC95% 1,087 a 2,070; p = 0,0137); diabetes, associado a hipertensão ocular (HR 1,233; IC95% 1,005 a 1,513; p = 0,0448) e a edema macular (HR 1,810; IC95% 1,446 a 2,266; p \< 0,0001); e capsulotomia realizada entre 1 e 2 anos após a cirurgia, associada a hipertensão ocular (HR 1,429; IC95% 1,185 a 1,723; p = 0,0002).1
Na coorte prospectiva de Helsinque, a proporção cumulativa de descolamento de retina em 5 anos foi de 2,0% (IC95% 1,0 a 4,0) entre 341 pacientes. Entre os 211 olhos submetidos a exame periférico com fotocoagulação profilática de roturas assintomáticas, 1,2% desenvolveram descolamento, contra 5,8% dos olhos não avaliados nem tratados profilaticamente. Na regressão de Cox univariada, o comprimento axial foi o fator mais associado, com razão de risco de 1,51 por milímetro adicional e de 11,1 quando dicotomizado em 25,0 mm.5
A revisão sobre a relação entre capsulotomia e descolamento não encontrou evidência convincente de associação causal, atribuindo a discrepância entre estudos a tamanhos amostrais inadequados, seguimento curto e comorbidades concomitantes. Recomenda cautela em míopes e uso da menor energia possível, evitando dano à hialoide anterior.4