Doença

Córnea e superfície ocular

A córnea é a lente externa transparente do olho e responde por boa parte do foco da imagem. Quando perde transparência ou forma regular, a visão cai, mesmo com o resto do olho saudável. Na Ortolan, a avaliação e o tratamento das doenças da córnea ficam com uma equipe de especialistas em córnea formada pela USP. Esta página reúne as principais condições (ceratocone, transplante, pterígio, olho seco, leucoma) e como tratamos cada uma.

Córnea humana em destaque, a lente externa transparente do olho, com a íris e a pupila visíveis ao fundo.
Sintomas

O que faz a córnea ser especial

A córnea é a janela curva e transparente na frente do olho. Junto com o cristalino, ela foca a luz sobre a retina, e sozinha responde por cerca de dois terços do poder óptico do olho. Sua transparência depende de três coisas: colágeno organizado em camadas precisas, hidratação controlada pelo endotélio e ausência de vasos sanguíneos. Quando qualquer uma dessas falha, a visão piora.

Por isso a córnea tem uma subespecialidade própria dentro da oftalmologia. Doenças da córnea pedem exames específicos e, muitas vezes, tratamentos que vão de lentes especiais a cirurgias delicadas como o transplante.

Principais doenças da córnea

  • Ceratocone é a doença em que a córnea afina e assume forma de cone, causando miopia e astigmatismo irregular. É a condição de córnea mais associada a transplante no Brasil, e a que mais responde quando o diagnóstico é precoce.
  • Leucoma (cicatriz da córnea) é a opacidade que sobra depois de infecção, trauma ou queimadura. Reduz a transparência e, quando central, derruba bastante a visão.
  • Pterígio é o crescimento de tecido sobre a córnea, comum em quem se expõe muito ao sol. Pode causar irritação, astigmatismo e, em casos avançados, atrapalhar a visão.
  • Olho seco afeta o filme lacrimal que protege a córnea. É uma das queixas mais comuns no consultório e, quando crônico, lesiona a superfície.
  • Ceratites (infecções da córnea) são inflamações por bactéria, fungo, vírus (herpes) ou Acanthamoeba, frequentemente ligadas ao uso inadequado de lentes de contato. São urgência, porque podem deixar cicatriz.
  • Distrofias e ectasias são alterações estruturais, algumas hereditárias, que opacificam ou deformam a córnea ao longo do tempo.

Quando procurar um especialista em córnea

Vale uma avaliação dirigida quando você nota:

  • Visão embaçada ou distorcida que não corrige bem com óculos
  • Troca frequente do grau, principalmente de astigmatismo, em jovens
  • Halos e ofuscamento à noite
  • Olho vermelho, dor ou sensibilidade à luz que não passam
  • Sensação de areia, ardor e irritação crônica
  • Mancha ou opacidade visível na parte transparente do olho
Diagnóstico

Como avaliamos a córnea

A avaliação começa na biomicroscopia com lâmpada de fenda e se completa com exames de imagem de alta resolução, que medem forma, espessura e a saúde das células da córnea:

  • Topografia de córnea mapeia a curvatura da superfície e é essencial no rastreio de ceratocone e no planejamento refrativo.
  • Tomografia (OCT) de córnea mostra a face posterior e a espessura camada a camada, detectando ectasia subclínica antes dos sintomas.
  • Paquimetria mede a espessura corneana, dado crítico para crosslinking e cirurgia refrativa.
  • Microscopia especular de córnea conta e avalia as células do endotélio, fundamental antes de catarata e transplante.
  • Mapa epitelial por OCT ajuda a flagrar ceratocone inicial que a topografia convencional não vê.

Por que o exame de córnea muda a conduta

Duas córneas com a mesma queixa podem precisar de tratamentos opostos, conforme a profundidade e a regularidade da alteração. Por isso o exame não serve só pra dar nome à doença, e sim pra decidir entre óculos, lentes especiais, laser ou cirurgia. A decisão é sempre individualizada.

Contato rápido

Próximos passos para córnea e superfície ocular

Se córnea e superfície ocular se parece com o seu quadro, a equipe pode orientar pelo WhatsApp qual especialista costuma avaliar, quais exames entram primeiro e quando vale acelerar a consulta.

Falar sobre esta condição
Tratamento

Tratamentos e cirurgias de córnea

O tratamento escala do menos para o mais invasivo, conforme a doença e o impacto na visão.

Reabilitação óptica com lentes especiais

Em córneas irregulares (ceratocone, pós-transplante, leucoma), as lentes esclerais e as lentes rígidas gás-permeáveis criam uma superfície óptica nova sobre a córnea e devolvem boa visão sem cirurgia. É frequentemente o primeiro passo.

Crosslinking e anel intraestromal

No ceratocone em progressão, o crosslinking corneano fortalece o colágeno e estabiliza a doença. O anel intraestromal regulariza o cone e melhora a adaptação de óculos e lentes. Os dois costumam andar juntos.

Cirurgia refrativa e PTK

Quando a córnea é saudável e regular, a cirurgia refrativa a laser corrige o grau. O mesmo laser excimer, no modo PTK, remove opacidades superficiais.

Transplante de córnea

Quando a opacidade ou a deformidade são profundas, o transplante de córnea é o tratamento definitivo. As técnicas modernas trocam só a camada doente: DALK preserva o endotélio do paciente, DMEK e DSAEK substituem apenas o endotélio, e o transplante penetrante fica para os casos mais graves.

A equipe de especialistas em córnea da USP na Ortolan

Na Ortolan, o cuidado com a córnea fica com três oftalmologistas formados pela USP. A Dra. Letícia Yagi atua em ceratocone, crosslinking, anel e adaptação de lentes especiais. A Dra. Nicole Bulgarão é especialista em transplante de córnea (DALK, DMEK, DSAEK e penetrante) e doenças externas. O Dr. Lucca Ortolan, diretor da clínica, tem doutorado pela USP com pesquisa em crosslinking e atua em córnea, refrativa e catarata. Essa formação é o que sustenta o cuidado de especialista em córnea, do diagnóstico precoce ao transplante.

Referências

American Academy of Ophthalmology — EyeWiki. Corneal Diseases.

Cornea Society. Diretrizes clínicas e classificação de doenças corneanas.

Próximos passos

Exames, especialistas e tratamentos relacionados

Estas páginas ajudam a entender quais exames, médicos e tratamentos costumam aparecer no mesmo tema.

Próximos passos

Próximos passos na Ortolan

Atalhos para equipe médica, exames e informações da clínica.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre Córnea e superfície ocular

O que faz um especialista em córnea?

É o oftalmologista subespecializado nas doenças da parte transparente do olho: ceratocone, transplante de córnea, pterígio, olho seco, ceratites e distrofias. Faz exames específicos (topografia, tomografia e microscopia especular), adapta lentes rígidas e esclerais e realiza cirurgias como crosslinking, anel intraestromal e transplante. Na Ortolan, a equipe de córnea é formada pela USP.

Quando devo procurar um especialista em córnea?

Quando a visão embaça ou distorce e não corrige bem com óculos, quando o grau de astigmatismo aumenta rápido em jovens, quando há halos noturnos, dor, vermelhidão ou sensibilidade à luz persistentes, ou quando aparece uma mancha na parte transparente do olho. Também em quem usa lentes de contato e tem irritação frequente.

Toda doença de córnea precisa de transplante?

Não. A maioria é tratada sem transplante: óculos, lentes esclerais, colírios, crosslinking ou laser, conforme o caso. O transplante entra quando a opacidade ou a deformidade é profunda e não responde a essas opções, e hoje troca só a camada doente.

Ceratocone tem cura?

Ceratocone não tem cura, mas tem controle eficaz. Quando diagnosticado cedo, o crosslinking estabiliza a doença e a maioria dos pacientes segue a vida com boa visão usando óculos ou lentes especiais. Veja a página completa de ceratocone.

A Ortolan faz transplante de córnea?

Sim. A equipe de córnea da USP realiza os transplantes modernos (DALK, DMEK, DSAEK e penetrante), com indicação definida caso a caso a partir da profundidade da lesão e da avaliação do endotélio por microscopia especular.

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