A cirurgia refrativa pode me deixar cego? Cegueira por cirurgia refrativa é extremamente rara na literatura mundial. Há pouquíssimos casos publicados ao longo de décadas, quase sempre associados a infecções graves ou a fatores de risco que não foram identificados no pré-operatório. A redução permanente de visão de forma significativa ocorre em menos de 1% dos casos em populações bem estudadas.
O olho seco some depois da cirurgia? Na maioria dos casos, melhora progressivamente em semanas a meses. Pacientes que já tinham olho seco antes da cirurgia costumam ter mais sintomas e precisam de tratamento mais prolongado. Por isso identificamos e tratamos o olho seco antes de operar.
Os halos noturnos somem? Em geral, sim, ao longo dos primeiros 3 a 6 meses, conforme o sistema nervoso se adapta e a zona de transição da córnea amadurece. Em uma minoria de pacientes, especialmente com pupilas muito grandes e graus altos, pode persistir um halo leve. Isso é discutido individualmente na consulta de avaliação.
Posso operar mesmo tendo olho seco leve? Depende do grau de ressecamento e da técnica. Olho seco leve, tratado antes da cirurgia, costuma ser compatível com a operação. Olho seco moderado a grave exige mais cautela, e nesse caso a lente fácica pode ser uma alternativa melhor que o laser.
Se eu tiver ectasia depois, o que acontece? A ectasia é tratável. O principal tratamento é o crosslinking corneano, que reforça as fibras de colágeno da córnea e interrompe a progressão. Em casos avançados, pode ser necessário implante de anel intraestromal ou, em última instância, transplante de córnea. O diagnóstico precoce muda muito o prognóstico.