Doença

Leucoma de Córnea (Cicatriz ou Opacidade Corneana)

O leucoma é uma opacidade permanente da córnea, resultado de um processo cicatricial após infecção, trauma, queimadura química, inflamação grave ou complicações cirúrgicas. A córnea normalmente é transparente — essa transparência depende da organização precisa das fibras de colágeno, da hidratação do estroma e da integridade das camadas corneanas. Quando o tecido sofre uma agressão e cicatriza, depósitos fibrosos reduzem a transparência e podem comprometer severamente a visão. O tratamento depende da profundidade, densidade e localização da cicatriz, e hoje inclui desde óculos e lentes de contato até laser (PTK), ceratectomia superficial, transplante de córnea e, mais recentemente, o uso de losartana tópica — opção emergente validada por pesquisas lideradas por grupos brasileiros e americanos para reduzir a fibrose corneana.

Leucoma corneano neovascularizado — opacidade branca e densa na córnea com vasos sanguíneos visíveis, padrão típico de cicatriz corneana avançada.
Sintomas

O que é leucoma de córnea

A córnea é a lente externa transparente do olho, responsável por cerca de dois terços do poder óptico total. Sua transparência depende da organização microscópica do colágeno, da hidratação controlada pelo endotélio e da ausência de vasos sanguíneos. Quando esse tecido sofre uma agressão suficientemente profunda, o processo de cicatrização deposita tecido fibroso desorganizado — e a área afetada perde transparência, formando o que chamamos de leucoma.

Classificação pela densidade

  • Nébula — opacidade muito discreta, vista apenas em biomicroscopia. Pode ser imperceptível para o paciente ou causar halos leves.
  • Mácula — opacidade moderada, visível em luz direta, pode causar embaçamento e distorção, especialmente se central.
  • Leucoma verdadeiro — opacidade densa, branco-acinzentada, visível a olho nu. Quando central, reduz drasticamente a visão.

Classificação pela localização

A localização central (no eixo pupilar) tem impacto visual maior do que a periférica, independentemente da densidade. Opacidades periféricas podem ser bem toleradas; opacidades centrais, mesmo sutis, já afetam a qualidade visual.

Principais causas

  • Ceratites infecciosas — bacterianas (Pseudomonas, Staphylococcus), fúngicas (Fusarium, Aspergillus), virais (herpes simples, varicela-zóster) e por Acanthamoeba. Infecções graves podem deixar cicatrizes extensas.
  • Trauma ocular — perfurações, lacerações, corpo estranho retido, abrasões profundas
  • Queimaduras químicas — especialmente álcalis (cal, amônia, soda), que penetram rapidamente nas camadas profundas
  • Complicações de ceratocone e ectasias — hidropsia corneana aguda (ruptura da membrana de Descemet) deixa cicatriz estromal
  • Pós-cirúrgico — haze após PRK, complicações de transplante, cirurgias refrativas mal sucedidas
  • Congênito — malformações corneanas, anomalias de segmento anterior, síndromes genéticas
  • Distrofias e degenerações corneanas — alguns subtipos causam opacificação progressiva

Sintomas

Dependem da densidade e localização:

  • Visão embaçada ou distorcida
  • Halos e ofuscamento em luzes (especialmente à noite)
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Dor crônica em alguns casos (especialmente em leucomas com erosões recorrentes ou neovascularização)
  • Irritação, vermelhidão, lacrimejamento em quadros ativos
  • Queda de acuidade que não melhora com óculos
Diagnóstico

Avaliação do leucoma

O diagnóstico é clínico, feito na biomicroscopia com lâmpada de fenda. A partir daí, vários exames ajudam a planejar o tratamento:

  • Biomicroscopia detalhada — define densidade, profundidade aparente, bordas, pigmentação, presença de neovascularização
  • Topografia e tomografia de córnea (OCT) — mede profundidade exata da cicatriz, mapa epitelial, espessura estromal residual, curvatura. Determina se a opacidade é acessível pelo laser excimer (anterior) ou exige transplante (profunda)
  • Paquimetria — espessura corneana total, crítica para planejar PTK ou lamellar
  • Microscopia especular de córnea — avalia o endotélio; transplantes endoteliais e PKP exigem avaliação prévia
  • Cultura e PCR quando ativo — em suspeita de infecção em atividade
  • OCT de segmento anterior — corte detalhado da profundidade da cicatriz

Como medir o impacto visual

Acuidade com óculos — refração detalhada; muitos leucomas periféricos melhoram bem com correção óptica

Teste com lentes rígidas ou esclerais — lentes rígidas gás-permeáveis ou lentes esclerais costumam melhorar muito a visão em superfícies irregulares; quando a melhora é boa, o tratamento pode ser puramente óptico

Avaliação do eixo visual — opacidade fora do eixo pupilar pode não justificar intervenção cirúrgica

Investigação da causa

Sempre vale identificar a causa para prevenir recidiva: culturas microbiológicas em ceratites ativas, investigação de causas sistêmicas (atopia, uso de lentes contaminadas, trauma ocupacional, doenças autoimunes, imunossupressão).

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Se leucoma de córnea (cicatriz ou opacidade corneana) se parece com o seu quadro, a equipe pode orientar pelo WhatsApp qual especialista costuma avaliar, quais exames entram primeiro e quando vale acelerar a consulta.

Falar sobre esta condição
Tratamento

Princípios do tratamento

A conduta depende de três fatores: profundidade da cicatriz, densidade da opacidade e localização em relação ao eixo visual. O algoritmo clássico progride do menos invasivo para o mais invasivo.

1. Correção óptica

Em leucomas periféricos ou com distorção óptica refratária, lentes rígidas gás-permeáveis ou lentes esclerais podem restaurar boa visão sem cirurgia — formam uma superfície óptica regular sobre a córnea irregular. Esse é o primeiro passo em muitos casos porque evita intervenção cirúrgica definitiva.

2. Losartana tópica — nova opção para fibrose corneana

Uma das evoluções mais importantes dos últimos anos foi a demonstração de que a losartana tópica — um antagonista do receptor AT1 da angiotensina II — reduz a fibrose corneana por bloquear a via TGF-β/SMAD, central na formação de miofibroblastos após dano estromal. Grupos liderados por Steven Wilson (Cleveland Clinic) em colaboração com pesquisadores brasileiros (Marcony Santhiago, Renato Ambrósio Jr.) publicaram as primeiras experiências clínicas em 2022-2023.

Indicações emergentes:

  • Haze após PRK — especialmente em ablações altas ou recidivas
  • Cicatrizes após ceratites infecciosas — reduz densidade de leucomas pós-inflamatórios
  • Trauma corneano e pós-crosslinking acelerado
  • Profilaxia em casos de risco elevado

A dose típica em estudos é losartana 0,8 mg/mL colírio manipulado (feita por farmácias de manipulação específicas) aplicada 4-8 vezes ao dia por 3 a 12 meses. A resposta é gradual e exige acompanhamento com topografia e OCT de córnea. A losartana tópica não substitui o transplante quando indicado, mas pode ser usada antes (reduzindo densidade e melhorando o resultado cirúrgico) ou depois (prevenindo cicatriz na interface).

3. PTK — ceratectomia fototerapêutica a laser

A ceratectomia fototerapêutica (PTK — phototherapeutic keratectomy) usa o laser excimer para remover camadas superficiais da córnea com precisão micrométrica. Indicada para opacidades anteriores superficiais (até 80-100 μm de profundidade), distrofias corneanas anteriores, erosões recorrentes e irregularidades pós-inflamatórias. Ambulatorial, sem cortes; recuperação semelhante à PRK. Limitação: só atinge opacidades superficiais.

4. Ceratectomia superficial cirúrgica

Para opacidades muito anteriores e localizadas (ex.: depósitos calcários, nódulos de Salzmann), a remoção mecânica simples com lâmina ou espátula (com ou sem mitomicina C adjuvante) pode ser suficiente. É ambulatorial e de recuperação rápida.

5. Transplante de córnea

Quando a opacidade envolve camadas profundas do estroma ou atinge o endotélio, o transplante de córnea é o tratamento definitivo. As técnicas modernas permitem substituir apenas o tecido doente:

  • DALK (ceratoplastia lamelar anterior profunda) — substitui estroma e epitélio, preservando o endotélio do paciente. Ideal em leucomas que poupam a membrana de Descemet (ceratocone, leucomas pós-infecciosos anteriores e médios). Menor risco de rejeição endotelial.
  • PKP (ceratoplastia penetrante) — transplante de toda a espessura corneana. Indicado em leucomas que atingem ou ultrapassam a membrana de Descemet, em perfurações e em córneas muito finas/fibróticas.
  • DMEK / DSAEK — transplantes endoteliais; indicados quando o problema é apenas o endotélio (Fuchs, descompensação pós-catarata), não em leucoma estromal isolado.

6. Ceratopigmentação — restauração estética em leucomas sem visão útil

Quando a cicatriz é tão extensa ou antiga que não há mais indicação de transplante para recuperar visão — seja porque o nervo óptico ou a retina já não respondem, seja por opção do paciente — existe uma alternativa importante: a ceratopigmentação, uma espécie de 'tatuagem' estética da córnea.

A técnica utiliza pigmentos biocompatíveis depositados no estroma corneano, geralmente com auxílio do laser de femtossegundo (que cria um canal intraestromal de espessura e profundidade precisas) ou por técnica manual com agulha. O pigmento recobre a opacidade branca e devolve o aspecto natural da córnea, reproduzindo cor, desenho e contorno da íris do olho contralateral.

Indicações típicas:

  • Leucomas centrais densos em olhos cegos ou com visão útil irrecuperável (após trauma, infecção, múltiplas cirurgias sem sucesso, ambliopia profunda)
  • Olhos fticos (muito atrofiados) antes de uso de prótese
  • Íris com defeitos anatômicos (coloboma, aniridia pós-trauma) — em indicações selecionadas, combinada com ceratopigmentação estética
  • Pacientes que recusam transplante ou não têm condições clínicas/anatômicas para o procedimento (ex.: vascularização corneana intensa, perfil inflamatório difícil)

O procedimento é ambulatorial, tem recuperação rápida e não devolve visão — o objetivo é estritamente estético e psicossocial: o paciente volta a ter um olho de aspecto natural, o que pode ter grande impacto em autoestima, relações sociais e qualidade de vida. É importante diferenciar: a ceratopigmentação não compete com o transplante quando há indicação visual — é uma opção complementar para casos onde a visão não é mais o alvo.

7. Tratamento de causas associadas

  • Neovascularização corneana — anti-VEGF subconjuntival ou tópico, cauterização fina, ciclosporina
  • Inflamação crônica — corticoide tópico em regime controlado, imunomoduladores
  • Doenças sistêmicas — controle de atopia, autoimunes, imunossupressão se indicado

Acompanhamento

Após qualquer tratamento — óptico, medicamentoso ou cirúrgico — o acompanhamento inclui topografia, OCT de córnea, microscopia especular e refração periódica. Em pacientes transplantados, o seguimento é vitalício e inclui vigilância para rejeição, catarata e glaucoma pós-transplante.

Referências

Sampaio LP, Hilgert GSL, Shiju TM, Santhiago MR, Wilson SE. Topical Losartan Decreases Myofibroblast Generation But Not Corneal Opacity After Surface Alkali Burns in Rabbits. *Exp Eye Res.* 2022;220:109097. PubMed PMID: 35490835.

Pereira-Souza AL, Ambrósio R Jr, Bandeira F, Salomão MQ, Souza-Lima A, Wilson SE. Topical Losartan for Treating Corneal Fibrosis (Haze): First Clinical Experience. *J Refract Surg.* 2022;38(11):722-729. PubMed PMID: 36367246.

Santhiago MR, Sampaio LP, Wilson SE. Topical losartan for the treatment of corneal fibrosis in vivo in rabbits. *Exp Eye Res.* 2023;233:109533. PubMed PMID: 37315639.

Tan DT, Dart JK, Holland EJ, Kinoshita S. Corneal transplantation. *Lancet.* 2012;379(9827):1749-1761. PubMed PMID: 22559901.

Reinhart WJ, Musch DC, Jacobs DS, et al. Deep anterior lamellar keratoplasty as an alternative to penetrating keratoplasty — a report by the American Academy of Ophthalmology. *Ophthalmology.* 2011;118(1):209-218. PubMed PMID: 21070783.

Alio JL, Rodriguez AE, El Bahrawy M, Angelov A, Zein G. Keratopigmentation to change the apparent color of the human eye: a novel indication for corneal tattooing. *Cornea.* 2016;35(4):431-437. PubMed PMID: 26807905.

Sirerol B, Walewska-Szafran A, Alio JL, Klonowski P, Abu Mustafa SK. Tolerance and biocompatibility of micronized black pigment for keratopigmentation simulated pupil reconstruction. *Cornea.* 2011;30(3):344-350. PubMed PMID: 21099414.

American Academy of Ophthalmology — EyeWiki. Corneal Opacity.

American Academy of Ophthalmology — EyeWiki. Corneal Tattooing / Keratopigmentation.

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O manejo do leucoma de córnea é decidido caso a caso, com escalada do tratamento óptico para tratamento cirúrgico conforme profundidade, densidade e impacto visual. A equipe de córnea da Ortolan Oftalmologia, formada pela USP, realiza avaliação completa e todos os tipos de transplante corneano moderno (DALK, PKP, DMEK/DSAEK quando indicados).

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre Leucoma de Córnea (Cicatriz ou Opacidade Corneana)

Qual a diferença entre nébula, mácula e leucoma?

São graus crescentes de densidade da cicatriz corneana. Nébula é uma opacidade tênue, vista apenas em biomicroscopia. Mácula é moderada, visível em luz direta. Leucoma verdadeiro é branco-acinzentado, denso, visível a olho nu. A classificação ajuda a discutir o prognóstico visual, mas a decisão terapêutica depende também de profundidade e localização.

Óculos podem resolver um leucoma?

Em leucomas periféricos ou com distorção óptica refratária, óculos e — principalmente — lentes de contato rígidas ou esclerais podem restaurar visão útil sem cirurgia. Lentes esclerais são especialmente poderosas em superfícies irregulares, porque formam uma nova superfície óptica sobre a córnea opaca/cicatrizada.

O que é o tratamento com losartana? Funciona mesmo?

A losartana tópica (manipulada como colírio 0,8 mg/mL) é uma opção emergente que bloqueia a via TGF-β/SMAD e reduz a formação de miofibroblastos responsáveis pela fibrose corneana. Estudos liderados por Wilson (Cleveland Clinic) e colaboradores brasileiros (Marcony Santhiago, Renato Ambrósio Jr.) publicados em 2022-2023 mostraram redução de haze pós-PRK e de cicatrizes pós-infecciosas. Não substitui o transplante quando indicado, mas pode reduzir a densidade antes da cirurgia (melhorando o resultado) ou prevenir recidiva depois. A resposta é gradual e exige acompanhamento com OCT de córnea e topografia.

O laser PTK resolve qualquer cicatriz?

Apenas cicatrizes superficiais (até 80-100 μm de profundidade). O laser excimer remove camadas anteriores com precisão micrométrica, mas não alcança opacidades profundas. A tomografia de córnea define antes se o PTK é viável — se a cicatriz é profunda, o tratamento é transplante.

Quando o transplante é realmente necessário?

Quando a opacidade é central, densa e profunda, comprometendo a visão e não responde a lentes especiais, laser ou losartana. A técnica depende da profundidade: DALK preserva o endotélio do paciente e é preferida em leucomas estromais que poupam a membrana de Descemet; PKP (transplante total) é reservada para leucomas muito profundos, perfurações ou córneas muito fibróticas.

Qual a diferença entre DALK e PKP?

Na DALK, só o estroma e o epitélio do doador são transplantados — o endotélio do paciente é preservado. O risco de rejeição endotelial é muito baixo e a recuperação tende a ser melhor a longo prazo. A PKP troca toda a espessura corneana; é necessária em casos mais graves, mas tem risco maior de rejeição endotelial e exige seguimento mais rigoroso. A escolha depende de onde a cicatriz está.

Leucoma pode voltar depois do transplante?

Sim, em situações específicas — recidiva de ceratite infecciosa não tratada adequadamente, retorno de processo inflamatório autoimune, trauma novo. Na interface do transplante, pode haver cicatriz fina. A losartana tópica começa a ser usada profilaticamente em alguns casos de alto risco para reduzir esse desfecho.

Em quanto tempo a visão volta depois do transplante?

A recuperação visual é gradual. Em DALK, visão útil costuma aparecer em semanas; a visão final estabiliza em 6 a 12 meses. Em PKP, a recuperação é mais lenta (6 meses a 2 anos) pela necessidade de remoção gradual dos pontos e estabilização do astigmatismo. Lentes rígidas ou esclerais pós-transplante frequentemente otimizam o resultado óptico final.

Criança com leucoma — tem tratamento?

Sim, e é urgente porque leucoma central em criança pequena pode causar ambliopia por privação visual. O tratamento é discutido em equipe multidisciplinar, e pode incluir lentes especiais, losartana ou transplante precoce — conforme gravidade e idade. A reabilitação visual (oclusão do olho bom) é parte crítica do plano.

Queimadura química no olho sempre deixa leucoma?

Depende da gravidade e da rapidez do tratamento. Queimaduras leves costumam cicatrizar sem opacidade significativa. Queimaduras moderadas a graves — especialmente por álcalis (cal, amônia, soda) — podem deixar leucomas extensos, vascularização, simbléfaro e limbite grave. A lavagem imediata e abundante com água ou soro nas primeiras horas é o fator que mais muda o prognóstico.

E quando não há mais chance de recuperar a visão — ainda há algo a fazer?

Sim. Mesmo quando o nervo óptico, a retina ou outras estruturas oculares já não respondem (ou o paciente optou por não se submeter a transplante), a ceratopigmentação é uma opção de restauração estética. O procedimento deposita pigmentos biocompatíveis no estroma corneano — geralmente com auxílio de laser de femtossegundo — e devolve à córnea o aspecto natural, reproduzindo a cor e o desenho da íris do olho contralateral. Não recupera visão, mas tem impacto real em autoestima e qualidade de vida psicossocial. É indicada em leucomas centrais densos em olhos sem visão útil, olhos fticos antes de prótese, defeitos anatômicos de íris e pacientes que recusaram ou não são candidatos ao transplante.

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