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Miopia na infância: biometria, comprimento axial e como freá-la

Entenda por que a miopia infantil vai muito além de usar óculos: riscos oculares ao longo da vida, como a biometria mede o crescimento do olho, e o que a evidência científica mostra sobre atropina, ortoceratologia, lentes especiais e tempo ao ar livre.

Diagrama anatômico de um olho míope mostrando o foco da imagem à frente da retina — ilustração educacional do mecanismo da miopia.

Por Dr. Lucca Ortolan Hansen, oftalmologista, doutor em oftalmologia pela USP e fundador da Ortolan Oftalmologia. Especialista em córnea, cirurgia refrativa e oftalmologia pediátrica.

Quando a criança começa a usar óculos, a família quase sempre pensa: "não é grave, é só miopia". Essa leitura está errada quando falamos de olhos em crescimento. Uma miopia que começa aos 7 anos com –1,50 D pode chegar aos 18 com –6,00 D ou mais, e trazer riscos oculares sérios para o resto da vida.

Este guia explica o que acontece dentro do olho, como medimos esse crescimento com precisão e o que a ciência oferece hoje para desacelerar a progressão.

Por que a miopia infantil não é "só óculos"

"Mas o grau é pequeno" é o que as famílias mais falam. O problema é que o olho da criança ainda está crescendo, e cada ano sem controle pode significar mais grau e mais risco.

Pense no olho como uma câmera. Quando o corpo da câmera fica comprido demais, a imagem cai na frente do filme, não sobre ele. O resultado é a visão embaçada de longe. Mas além de ver mal, um olho muito alongado tem estruturas internas esticadas, mais finas e mais vulneráveis.

Os riscos crescem junto com o grau ao longo das décadas:

  • Descolamento de retina: míopes de alto grau têm risco 6 a 21 vezes maior. A retina esticada é mais propensa a rasgar.
  • Maculopatia miópica: degeneração da mácula (a área central que enxerga detalhes) em olhos muito longos. Causa cegueira permanente em adultos.
  • Glaucoma: risco cerca de 2 a 3 vezes maior em míopes moderados a altos.
  • Catarata precoce: o cristalino pode opacificar mais cedo.

Nenhum desses riscos aparece na infância. Eles se acumulam silenciosamente por décadas. Frear a progressão agora é proteger a visão do adulto que essa criança vai se tornar. Projeções atuais indicam que metade da população mundial será míope até 2050.1

Como o olho cresce: comprimento axial e miopia

Antes de falar em exame ou tratamento, vale entender uma medida: o comprimento axial (AXL, de Axial Length) é o tamanho do olho medido da frente para trás. É como a "altura" do globo ocular.

Num bebê, esse comprimento é cerca de 17 mm. Ele vai crescendo de forma controlada até estabilizar em torno de 22 a 24 mm no final da adolescência. Em crianças sem miopia, esse crescimento é lento, menos de 0,1 mm por ano. Em crianças com miopia progressiva, o olho cresce mais rápido, às vezes 0,3 a 0,5 mm por ano.

Por que isso importa tanto? Porque a cada milímetro extra de comprimento, o grau aumenta em torno de 2,50 a 3,00 dioptrias. E porque esse comprimento nunca volta. O olho não encolhe.

Medir o grau em dioptrias é útil, mas sozinho não conta tudo. Em crianças pequenas, o grau pode variar conforme o estado de acomodação do olho. O comprimento axial, medido por biometria óptica, é a medida mais confiável do crescimento real. É ele que guia as decisões de tratamento.2

Biometria óptica: a régua do olho

"Como vocês medem o olho da criança?" A resposta é: com a biometria óptica, um exame que parece uma mágica.

A criança simplesmente olha para uma luz dentro do aparelho por alguns segundos. Sem contato, sem colírio, sem dor. O equipamento usa luz infravermelha para medir o comprimento do olho com precisão de menos de 0,01 mm. A maioria das crianças consegue fazer o exame a partir dos 5 a 6 anos.

Na prática, repetimos essa medida a cada 6 a 12 meses. É o crescimento ao longo do tempo que define a urgência do tratamento, não uma medida isolada. Só tratar com base no grau em dioptrias é como tentar entender uma maré olhando apenas as ondas na superfície.

O que funciona para frear a progressão

Na última década, a ciência evoluiu muito. Hoje temos tratamentos com evidência sólida de ensaios clínicos randomizados, com seguimento de 2 a 6 anos. Eles não curam a miopia nem interrompem completamente o crescimento, mas desaceleram de forma significativa.

Atropina baixa-dose

A atropina é um colírio usado há muito tempo em oftalmologia. Em doses muito baixas (0,01% a 0,05%), aplicada uma gota à noite, ela desacelera o crescimento do olho. O mecanismo exato ainda não é totalmente conhecido.

Os estudos mais importantes mostraram que a dose de 0,05% reduziu a progressão em 67% comparada ao placebo, com crescimento de 0,20 mm no grupo tratado contra 0,39 mm no grupo controle em 1 ano. A dose de 0,01% tem efeito menor, mas com praticamente nenhum efeito colateral.34

As doses mais baixas têm mínimos efeitos adversos: leve sensibilidade à luz e pequena dificuldade de foco de perto. Estudos em diferentes populações confirmam o efeito, com resultado um pouco maior em crianças de ascendência asiática.56

Um ponto importante: quando o colírio é suspenso abruptamente, o crescimento pode acelerar temporariamente. Por isso, quando o olho estabiliza, a retirada é feita de forma gradual, com monitoramento contínuo.

MiSight: lente de contato descartável diária

O MiSight é uma lente de contato mole descartável, usada durante o dia. Ela corrige o grau no centro e cria zonas de desfoco na periferia da retina, um sinal que parece "avisar" o olho para parar de crescer.

O ensaio clínico com 3 anos de seguimento mostrou redução de 59% na progressão do grau e 52% no crescimento do comprimento do olho, comparado a lentes convencionais. Foi o primeiro produto específico para controle de miopia aprovado pelo FDA americano (2019).7

Uma extensão de 6 anos confirmou que o efeito se mantém no longo prazo. Esse é o estudo mais longo publicado para qualquer lente de contato de controle de miopia.8

Crianças conseguem usar lente de contato? Sim, a partir de 8 a 10 anos, dependendo da maturidade e da supervisão para higiene. O descartável diário elimina o risco de contaminação por reutilização e simplifica a rotina.

Ortoceratologia (Ortho-K)

O Ortho-K é uma lente rígida usada durante o sono. Ela remolda temporariamente a córnea, e ao acordar a criança enxerga bem de longe sem óculos ou lentes durante o dia.

Além dessa liberdade durante o dia, o Ortho-K também reduz o crescimento do olho. Análises de múltiplos estudos mostram desaceleração de aproximadamente 30 a 50% comparado a óculos convencionais.9

O ponto de atenção é a higiene: por ser rígida e reutilizável, a lente exige cuidado maior na limpeza para evitar infecção da córnea. Com a instrução correta, é uma opção muito atraente para quem quer combinar controle de miopia com liberdade dos óculos no dia a dia.

Lentes oftálmicas especiais: DIMS e HALT

Para crianças que preferem óculos, existem lentes com tecnologia específica para controle de miopia:

  • MiYOSMART (tecnologia DIMS): redução de 52% na progressão do grau e 62% no crescimento do comprimento do olho, em estudo randomizado de 2 anos.10
  • Stellest (tecnologia HALT): redução de 67% na progressão do grau e 64% no crescimento, em estudo randomizado de 2 anos em crianças.11

Ambas parecem óculos normais para a criança. A diferença está na óptica interna, que cria zonas de desfoco na periferia da retina. São a opção mais simples para crianças menores ou famílias que preferem evitar lentes de contato.

Tempo ao ar livre

Essa é a intervenção mais barata e mais subestimada. Crianças com mais de 2 horas ao ar livre por dia têm significativamente menos miopia. A associação aparece em múltiplos estudos ao redor do mundo.12

Um estudo taiwanês que alocou turmas inteiras para ter ou não recreio ao ar livre mostrou redução de 30 a 50% na incidência de novos casos de miopia.13

O mecanismo mais aceito envolve a luz solar intensa, que estimula dopamina na retina e parece frear o crescimento do olho. A intensidade luminosa ao ar livre é 100 vezes maior do que em ambientes internos bem iluminados.

Importante: a evidência é mais forte para prevenir o início da miopia do que para desacelerar a progressão em quem já é míope. Para quem já tem miopia progressiva, o tempo ao ar livre ajuda mas não substitui os outros tratamentos.

O que não funciona (e por que)

Algumas intervenções circulam muito, mas sem base científica sólida:

  • Reduzir o tempo de tela: a associação entre tela e miopia existe, mas provavelmente porque tela substitui tempo ao ar livre. Não há evidência de que cortar o celular ou tablet desacelere o crescimento do olho diretamente.
  • Exercícios oculares caseiros (método de Bates e similares): refutados por décadas de pesquisa. Não mudam o comprimento do olho.
  • Vitaminas e suplementos: nenhum tem evidência de controle de progressão miópica em humanos.

Como o médico decide quando tratar

Não existe um critério universal. A decisão é sempre individualizada, olhando vários fatores juntos:

  • Crescimento do olho acima de 0,2 mm por ano em qualquer avaliação semestral.
  • Progressão do grau acima de 0,50 D por ano, especialmente junto com crescimento do comprimento do olho.
  • Idade de início: criança que fica míope antes dos 8 anos tem mais anos de crescimento pela frente. A indicação é mais precoce.
  • Comprimento do olho já elevado para a idade, mesmo que a progressão seja moderada.
  • Histórico familiar: pais míopes aumentam o risco e costumam significar progressão mais rápida.

O objetivo não é zerar a miopia. É reduzir o quanto o olho vai crescer até a idade adulta, diminuindo o risco de complicações ao longo da vida.

Limitações honestas do tratamento

Famílias às vezes chegam esperando que o tratamento pare completamente o crescimento. É importante deixar claro:

  • Nenhum tratamento para 100% a progressão. Todos reduzem o ritmo, não interrompem. Um olho que cresceria 0,40 mm por ano pode crescer 0,15 mm com tratamento eficaz, mas ainda cresce.
  • Atropina pode ter rebote na suspensão abrupta. A retirada é feita gradualmente, com monitoramento.
  • Os estudos têm duração limitada. A maioria vai até 2 a 3 anos. Os dados de 6 anos do MiSight são os mais longos para lente de contato. O efeito ao longo de décadas ainda é uma pergunta aberta.
  • Combinações estão em estudo. Atropina junto com MiSight ou Ortho-K parece ter efeito adicional em estudos menores. Ainda não é recomendação de rotina.
  • Monitoramento contínuo é indispensável. A biometria semestral permite ajustar o tratamento conforme a resposta de cada criança.

Detalhes técnicos

Esta seção é para quem quer entender os estudos por trás dos números citados acima.

Comprimento axial (AXL) em detalhes. Num recém-nascido, o olho mede em média 16,5 a 17 mm. Em adultos emétropes (sem miopia), estabiliza em torno de 22 a 24 mm. A relação entre comprimento e grau é aproximada: 1 mm de crescimento corresponde a cerca de 2,50 a 3,00 dioptrias. O AXL é mais confiável que o grau em dioptrias em crianças porque o grau sofre variação pela acomodação (crianças acomodam muito), enquanto o comprimento não.

Atropina: mecanismo e estudos. O mecanismo exato ainda não está totalmente esclarecido. As hipóteses incluem ação via receptores muscarínicos na esclera ou na coroide. O estudo LAMP (Yam et al., Ophthalmology 2019) comparou 0,05%, 0,025%, 0,01% e placebo em crianças de 4 a 12 anos. O efeito foi dose-dependente. O estudo ATOM2 (Chia et al., Ophthalmology 2012) mostrou que 0,01% tem efeitos adversos quase imperceptíveis. O estudo MTS (Repka et al., JAMA Ophthalmol 2023), feito em crianças norte-americanas (maioria branca não-hispânica), mostrou efeito modesto com 0,01%, levantando a questão de se essa dose é suficiente fora de populações asiáticas.3456

Lentes especiais: design óptico. As lentes DIMS (MiYOSMART) têm uma zona central de correção convencional cercada de múltiplos segmentos que criam desfoco miópico na periferia. As lentes HALT (Stellest) usam lenslets asféricas com o mesmo princípio. Ambas foram testadas em populações de Hong Kong e China, com 2 anos de seguimento, resultados semelhantes entre si e superiores a lentes monofocais convencionais.1011

Ortoceratologia: risco de ceratite. O principal risco do Ortho-K é ceratite microbiana (infecção da córnea). Como a lente é rígida e reutilizável, a higiene exige mais cuidado do que com descartáveis diários. O risco não é alto com protocolo correto, mas é real e precisa ser discutido com a família antes de escolher essa modalidade.

Perguntas frequentes

A partir de que idade a criança pode ser avaliada para controle de miopia? Assim que a miopia for identificada. Em crianças de 4 a 5 anos com miopia progressiva, as opções são discutidas caso a caso. A biometria óptica é viável a partir dos 5 a 6 anos. Atropina tem sido usada mesmo em crianças pequenas quando a progressão justifica.

A atropina causa dependência ou danos ao olho? Não. Em baixa dose, é usada há mais de 30 anos em estudos clínicos sem evidência de dano estrutural. Pode causar leve sensibilidade à luz e pequena dificuldade de foco de perto, efeitos menores nas doses mais baixas. Não cria dependência farmacológica.

Crianças conseguem usar lente de contato para controle de miopia? Sim, a partir de certa maturidade, geralmente entre 8 e 10 anos. O uso de descartáveis diárias elimina o risco de contaminação por reutilização. Com higiene correta e acompanhamento regular, o uso é seguro.

O efeito é definitivo, ou a miopia volta a progredir depois que para o tratamento? O tratamento desacelera o crescimento enquanto está sendo feito. Quando o olho estabiliza naturalmente (em geral entre 18 e 22 anos), o tratamento pode ser suspenso. A retirada da atropina é gradual para evitar rebote. A biometria durante a retirada permite detectar e reagir caso o crescimento se acelere novamente.

Plano de saúde cobre os tratamentos? Em geral não. Atropina magistral tem custo modesto (em torno de R$ 30 a 50 por frasco). MiSight, Ortho-K e as lentes DIMS/HALT têm custos anuais maiores. A maioria das famílias arca de forma particular. Vale verificar a cobertura do seu plano diretamente.

Fontes e referências

American Academy of Ophthalmology (AAO)

International Myopia Institute (IMI)

World Society of Paediatric Ophthalmology and Strabismus (WSPOS)

Pediatric Eye Disease Investigator Group (PEDIG)

Cochrane Collaboration (revisões sobre controle de miopia)

  1. Yam JC, Jiang Y, Tang SM, et al. Low-Concentration Atropine for Myopia Progression (LAMP) study: a randomized, double-blinded, placebo-controlled trial of 0.05%, 0.025%, and 0.01% atropine eye drops in myopia control. Ophthalmology. 2019;126(1):113-124.
  2. Yam JC, Li FF, Zhang X, et al. Two-year clinical trial of the Low-concentration Atropine for Myopia Progression (LAMP) study: phase 2 report. Ophthalmology. 2020;127(7):910-919.
  3. Chia A, Chua WH, Cheung YB, et al. Atropine for the treatment of childhood myopia: safety and efficacy of 0.5%, 0.1%, and 0.01% doses (Atropine for the Treatment of Myopia 2). Ophthalmology. 2012;119(2):347-354.
  4. Repka MX, Weise KK, Chandler DL, et al. Low-dose 0.01% atropine for myopia control — a report from the Pediatric Eye Disease Investigator Group. JAMA Ophthalmol. 2023;141(8):756-765.
  5. Chamberlain P, Peixoto-de-Matos SC, Logan NS, Ngo C, Jones D, Young G. A 3-year randomized clinical trial of MiSight lenses for myopia control. Optom Vis Sci. 2019;96(8):556-567.
  6. Arumugam B, Chamberlain P, Jaskulski M, et al. Long-term effectiveness and safety of MiSight 1 day contact lenses for myopia control: 6-year results of the randomized controlled trial. Cont Lens Anterior Eye. 2023;46(5):101858.
  7. Sun Y, Xu F, Zhang T, et al. Orthokeratology to control myopia progression: a meta-analysis. PLoS One. 2015;10(4):e0124535.
  8. Lam CS, Tang WC, Tse DY, et al. Defocus Incorporated Multiple Segments (DIMS) spectacle lenses slow myopia progression: a 2-year randomised clinical trial. Br J Ophthalmol. 2020;104(3):363-368.
  9. Bao J, Huang Y, Li X, et al. Spectacle lenses with aspherical lenslets for myopia control vs single-vision spectacle lenses: a randomized clinical trial. JAMA Ophthalmol. 2022;140(5):472-478.
  10. Rose KA, Morgan IG, Ip J, et al. Outdoor activity reduces the prevalence of myopia in children. Ophthalmology. 2008;115(8):1279-1285.
  11. Wu PC, Tsai CL, Wu HL, Yang YH, Kuo HK. Outdoor activity during class recess reduces myopia onset and progression in school children. Ophthalmology. 2013;120(5):1080-1085.
  12. Holden BA, Fricke TR, Wilson DA, et al. Global prevalence of myopia and high myopia and temporal trends from 2000 through 2050. Ophthalmology. 2016;123(5):1036-1042.
  13. Morgan IG, Ohno-Matsui K, Saw SM. Myopia. Lancet. 2012;379(9827):1739-1748.
  14. Wolffsohn JS, Flitcroft DI, Gifford KL, et al. IMI — industry guidelines and ethical considerations for myopia control report. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2019;60(3):M161-M183.
  15. American Academy of Ophthalmology. Myopia (nearsightedness). n.d.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre este tema

A partir de que idade meu filho pode fazer biometria para controle de miopia?

A biometria óptica é um exame não invasivo e indolor. A maioria das crianças consegue cooperar a partir dos 5 a 6 anos. Se a miopia já for identificada antes disso, o acompanhamento é feito com critérios adaptados para a faixa etária.

Qual é a diferença entre grau em dioptrias e comprimento axial?

O grau em dioptrias mede o quanto o olho precisa ser corrigido opticamente. O comprimento axial mede o tamanho físico do olho. Em crianças, o comprimento axial é mais confiável para monitorar a progressão porque não sofre interferência do estado de acomodação. Crescimento acima de 0,2 mm por ano é sinal de alerta.

O MiYOSMART e o Stellest são óculos comuns ou têm algo diferente?

São óculos com lentes especiais que têm design diferente das lentes monofocais convencionais. Para a criança, parecem óculos normais e são usados da mesma forma. A diferença está na óptica interna, que cria zonas de desfoco periférico que desaceleram o crescimento do olho.

Atropina 0,01% e 0,05%: qual a diferença na prática?

A dose 0,05% tem efeito maior (redução de ~67% vs ~27% para 0,01% no estudo LAMP), mas também mais efeitos colaterais: leve sensibilidade à luz e alguma dificuldade de foco de perto. A dose 0,01% tem efeitos quase imperceptíveis, mas pode ser insuficiente em alguns pacientes. A escolha depende do ritmo de progressão, da idade e da tolerância individual.

Meu filho usa tela muito tempo. Isso piora a miopia?

O tempo de tela está associado a miopia em estudos observacionais, mas provavelmente porque reduz o tempo ao ar livre, não pelo efeito direto da tela em si. Estimular pelo menos 90 a 120 minutos ao ar livre por dia parece ser mais eficaz do que simplesmente limitar o celular ou o tablet.

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