Aprenda

Teste de daltonismo: simulador inspirado em Ishihara

Este simulador é educacional e inspirado em placas pseudoisocromáticas. Para diagnóstico, concursos ou laudos, use exame clínico com placas oficiais.

Ferramenta desenvolvida por Dr. Lucca Ortolan Hansen, oftalmologista. Reprodução, citação e adaptação seguem os parâmetros de atribuição da licença Creative Commons BY-NC-ND 4.0 — manter autoria, link da fonte original e uso não comercial.

Esta ferramenta é educativa e meramente informativa. Ela não substitui consulta oftalmológica, diagnóstico, prescrição, laudo ou orientação individualizada; resultados e condutas dependem de exame presencial e avaliação médica.

Triagem

Tela não substitui placas Ishihara originais

Testes online variam com brilho, contraste, calibração da tela e iluminação do ambiente. Eles ajudam a levantar suspeita, mas não fecham diagnóstico.

Este teste é inspirado em placas pseudoisocromáticas, mas não é o exame oficial. Em tela, a cor depende de brilho, modo noturno, filtro de luz azul, contraste, qualidade do painel, ambiente e até compressão da imagem. Por isso o resultado serve como triagem educativa, não como laudo.

Para diagnóstico, concursos, perícia ou documentação profissional, o caminho correto é o teste de visão de cores para daltonismo com método aceito e registro clínico. Evitei linkar para `/doencas/daltonismo` porque essa rota não é a página válida do site.

  • Use como curiosidade educativa ou triagem inicial.
  • Não use resultado online para concurso ou perícia.
  • Evite óculos com lente colorida durante o teste.
  • Compare com avaliação clínica se o resultado surpreender.
Onde fazer o teste oficial?

A página de teste de visão de cores explica o exame com placas Ishihara originais japonesas.

Tipos

Protan, deutan e tritan descrevem eixos de cor

A maioria das alterações congênitas envolve vermelho-verde. Alterações azul-amarelo são mais raras e, quando surgem ao longo da vida, merecem investigação clínica.

O daltonismo hereditário mais comum envolve o eixo vermelho-verde e costuma ser estável ao longo da vida. A pessoa pode confundir tons específicos, ter dificuldade com mapas, gráficos, fios, sinais ou tarefas profissionais que dependem de cor. Isso não significa, por si só, baixa acuidade visual.

Alteração de cor adquirida exige mais atenção. Se a percepção mudou recentemente, se um olho está diferente do outro ou se há queda de visão junto, a avaliação precisa considerar retina, nervo óptico, medicações e doenças sistêmicas. Nesses casos, a queixa de cor deixa de ser apenas hereditária.

Protandificuldade ligada ao eixo vermelho.
Deutandificuldade ligada ao eixo verde.
Tritandificuldade azul-amarelo, mais rara.
Adquiridopode ocorrer por retina, nervo óptico ou medicações.
Daltonismo altera nitidez?

As formas vermelho-verde comuns geralmente alteram discriminação de cores, não a acuidade visual. Outras doenças podem afetar cor e nitidez ao mesmo tempo.

Laudos

Profissões e concursos exigem documentação correta

Alguns editais pedem avaliação de visão de cores. Nesses casos, o que vale é exame presencial, método aceito e laudo compatível com a exigência.

Editais podem exigir teste específico, forma de apresentação do laudo, identificação do método e assinatura médica. Levar o edital para a consulta evita laudo insuficiente ou exame que não responde ao critério pedido. O resultado online não deve ser usado para concluir aptidão ou inaptidão.

O Dr. Daniel Omote atua em retina e genética ocular, o que se encaixa bem quando há dúvida sobre visão de cores, histórico familiar ou necessidade de documentação. Se a queixa envolve nitidez além de cor, pode ser útil associar acuidade visual e exame de fundo.

  • Dr. Daniel Omote atua em retina e genética ocular.
  • Leve o edital ou exigência específica para a consulta.
  • Informe se há histórico familiar ou diagnóstico prévio.
  • Não linke suspeita online diretamente a incapacidade: depende da função e do critério.
Quando investigar alteração adquirida?

Quando a percepção de cores muda de forma nova, assimétrica ou junto com queda visual, mancha, dor ou outro sintoma ocular.

Como comparar

Cor, acuidade e campo visual são medidas diferentes

Uma pessoa pode ler letras muito bem e ainda ter alteração de cores; outra pode ter baixa acuidade por motivo sem relação com daltonismo.

O conversor de acuidade visual traduz Snellen, logMAR e decimal, mas ele não mede cor. O teste de cores avalia discriminação cromática. O campo visual mede sensibilidade em regiões do espaço. Cada dimensão responde uma pergunta diferente sobre a visão.

Na prática, isso importa porque profissões e laudos podem exigir combinações específicas. Um candidato pode ter boa acuidade e restrição em visão de cores; outro pode ter daltonismo leve sem impacto para determinada função. A interpretação deve seguir o critério do edital e a avaliação médica.

  • Não confunda teste de cor com teste de grau.
  • Não use filtro de tela durante a triagem.
  • Consulta quando o resultado tem consequência escolar, profissional ou legal.
Continue lendo

Guias e exame oficial

A ferramenta é a versão visual e rápida. Estes guias aprofundam o tema com mais contexto clínico.

Contato rápido

Se identificou no teste?

Daltonismo costuma ser hereditário e estável. Se quiser confirmar com placas Ishihara originais e mapear o tipo, a equipe orienta pelo WhatsApp como agendar avaliação detalhada.

Falar sobre daltonismo

Perguntas frequentes

Teste de Ishihara online diagnostica daltonismo?

Não com segurança. Tela, brilho, calibração e placas não oficiais mudam o resultado. Online serve como triagem educativa; diagnóstico e laudo exigem teste clínico.

Quais são os tipos de daltonismo?

Os mais comuns envolvem eixo vermelho-verde, como protan e deutan. Alterações azul-amarelo, chamadas tritan, são mais raras e podem ter outras causas.

Daltonismo é hereditário?

Frequentemente sim, especialmente formas vermelho-verde ligadas ao X. Também existem alterações adquiridas por doenças de retina, nervo óptico, medicamentos ou outras condições.

Daltonismo atrapalha concursos ou profissões?

Pode atrapalhar em funções que exigem discriminação precisa de cores. A exigência varia por edital, profissão e tipo de laudo solicitado.

Existe tratamento para daltonismo?

Para formas congênitas comuns, o manejo costuma ser orientação e adaptação. Óculos com filtros podem ajudar em tarefas específicas, mas não tornam a visão de cores normal.

Referências

  • Simunovic MP. Colour vision deficiency. Eye (Lond). 2010;24(5):747-755. PMID 19927164.
  • MedlinePlus Genetics. Color vision deficiency. National Library of Medicine. Updated patient resource. MedlinePlus.
  • Kalloniatis M, Luu C. The Perception of Color: Prevalence of congenital color deficiencies. Webvision / NCBI Bookshelf. 2005; updated 2007. NCBI Bookshelf.
  • Ugalahi MO, Fasina O, Ogun OA, Ajayi BGK. Prevalence of congenital colour vision deficiency among secondary school students. Niger Postgrad Med J. 2016;23(2):93-96. PMID 27424620.
  • Oduntan OA, Mashige KP, Kio FE. Colour vision deficiency among students in Lagos State, Nigeria. Afr Health Sci. 2019;19(2):2069-2076. PMID 31656508.
WhatsApp