ATLAS DO OLHO / 01 Ortolan Oftalmologia

POR DENTRO DA RETINA

Dez camadas.
A visão começa aqui.

Um pequeno pedaço do fundo do olho revela uma rede de células. Explore o que cada camada faz.

Ilustração 3D do olho em corte, com um trecho da retina ampliado e separado em camadas.
Do fundo do olho à escala das células

UM TECIDO, DIFERENTES FUNÇÕES

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LADO DO VÍTREO interior do olho

Ilustração anatômica 3D da retina em corte. O lado do vítreo fica acima; os segmentos dos fotorreceptores e o epitélio pigmentar ficam abaixo.

CoroideVasos que nutrem a retina externa.
Contexto, fora das dez camadas.

Selecione no próprio desenho. Os números seguem a ordem do vítreo para fora.

A luz entra por um lado. Os sinais seguem de volta.
A luz atravessa as camadas internas até os fotorreceptores. A resposta passa pela rede de células e segue pelo nervo óptico ao cérebro.

Ilustrações anatômicas geradas, com organização e espessuras esquemáticas. Não são imagens de exame. As setas resumem o percurso principal; a rede tem conexões adicionais.

As dez camadas, em texto

Do lado do vítreo em direção ao epitélio pigmentar. A coroide fica além da retina.

  1. Membrana limitante interna

    Forma a superfície de contato entre a retina e o vítreo, o gel que preenche o olho.

    É composta pela base das células de Müller e por uma membrana basal. Marca o limite interno desse tecido.

  2. Camada de fibras nervosas

    Conduz sinais das células ganglionares em direção ao disco óptico. Suas fibras se reúnem para formar o nervo óptico.

    Essas fibras são os prolongamentos das células ganglionares. Por elas seguem sinais elétricos até o cérebro.

  3. Camada de células ganglionares

    Abriga as células que enviam a informação visual para fora da retina. Elas recebem respostas já trabalhadas por outros neurônios.

    Aqui ficam os corpos das células ganglionares. Seus prolongamentos seguem para a camada de fibras nervosas.

  4. Plexiforme interna

    Reúne conexões entre células bipolares, amácrinas e ganglionares. Essa rede participa do processamento de contraste e de mudanças da cena.

    É uma região de encontros entre prolongamentos celulares. As conexões modulam as respostas que chegam às ganglionares.

  5. Nuclear interna

    Abriga os corpos de células que transmitem e modulam sinais dentro da retina, além das células de Müller, que dão suporte ao tecido.

    Inclui células bipolares, horizontais e amácrinas. Seus prolongamentos se conectam nas camadas plexiformes vizinhas.

  6. Plexiforme externa

    Faz a conexão dos fotorreceptores com células bipolares e horizontais. É uma das primeiras etapas do processamento dos sinais da luz.

    Aqui ficam terminações de cones e bastonetes. As conexões com células horizontais ajudam a integrar informações de regiões vizinhas.

  7. Nuclear externa

    Abriga os corpos celulares e os núcleos dos cones e bastonetes, que sustentam o funcionamento desses fotorreceptores.

    Os segmentos sensíveis à luz ficam mais para fora. As terminações que transmitem a resposta ficam voltadas para a plexiforme externa.

  8. Membrana limitante externa

    Reúne junções entre fotorreceptores e células de Müller. Ajuda a manter a organização e a separação entre regiões da retina.

    Apesar do nome, é uma linha de junções celulares. Fica entre os corpos dos fotorreceptores e seus segmentos.

  9. Segmentos dos fotorreceptores

    A luz inicia aqui a resposta dos cones e bastonetes. Seus segmentos externos contêm os pigmentos sensíveis à luz.

    Os segmentos internos sustentam o trabalho da célula. Os externos ficam voltados para o epitélio pigmentar, na parte de fora da retina.

  10. Epitélio pigmentar da retina

    Absorve luz dispersa e ajuda a manter os fotorreceptores funcionando. Participa da troca de nutrientes e da renovação dos segmentos externos.

    É uma fileira de células pigmentadas. Fica junto dos fotorreceptores, separada dos vasos da coroide pela membrana de Bruch.